Marcas

Uma das marcas que uma civilização está em decadência é quando cada vez mais pessoas ocupam espaço que não deveriam estar ocupando; o que se traduz também em uma certa vulgaridade no exercício do poder.

Quando vejo a argumentação de boa parte de nossos ministros do STF, e certos pontos do inacreditável discurso de ontem de Ayres Brito, fico a pensar se não estaremos em marcha irreversível para o desastre.

Uma das coisas que me chamou atenção, no meio de poesias, terceiro-olho, etc, foi uma exortação para que a constituição seja defendida. Se ele reconhece que ela está sendo atacada, e mais que isso, que o STF precisa protegê-la, então o próprio STF, que ele faz parte, está se ocupando dessa atividade. Isso ficou patente no grande exemplo de intolerância religiosa da semana passada, que a VEJA colocou como vitória das luzes sobre a escuridão, o que mostra que a tese das pessoas incapazes vale também para a imprensa.

Não há dúvidas que vivemos em tempos difíceis, esse sim de escuridão.

E vai piorar.

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