Onde está a igualdade?

A Igualdade é Branca, 1994

 

Segundo filme da série que ficou conhecida como Trilogia das Cores, o cineasta polonês Kieslowsky aborda o tema da igualdade.

Ao abordar a estória do cabelereiro polonês fracassado Karol, que no início do filme comparece diante de um tribunal francês para tentar defender a continuidade de seu casamento com a francesa Dominique, que deseja o divórcio pois Karol não consegue consumar o casamento. A situação entre ambos é de evidente desigualdade para Karol, incapaz de se comunicar na corte pelo idioma, incapaz de se afirmar sexualmente e inferiorizado economicamente diante da esposa. O que deixa a dúvida se realmente uma mulher consegue ficar muito tempo com um homem em condição de inferioridade. Dominique termina por humilhá-lo ao deixá-lo escutar pelo telefone uma relação sexual sua com outro homem.

Após o divórcio, sem dinheiro, é obrigado a retornar a Varsóvia e começa a reestruturar sua vida, mas sem nunca esquecer Dominique. Na verdade, fica evidente que ela o ama, mas a diferença entre eles se tornou um obstáculo, e é esse o tema principal do belo filme de Kielowsky. Além de uma Julie Delphy lindíssima, o filme se destaca pelas curiosas aventuras de Karol, a relação dele com um bem sucedido conterrâneo que apesar de ter tudo encontra-se infeliz a ponto de pensar em suicidar-se.

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