Mudanças

É interessante o processo de mudanças em uma organização, principalmente quando a organização é bastante tradicional e de grande tamanho. Em um livro que li ano passado, o autor apresenta que nesse tipo de organização existe uma reação muito grande por parte do pessoal mais antigo, que já estão mais impregnados pela cultura organizacional. Mas um fenômeno curioso tem acontecido na organização que trabalho.

A reação está vindo dos mais jovens! Não sei se isso tem a ver com as tais gerações x, y, z e sei mais o que, mas estou vendo um processo em que os mais antigos querem mudar os rumos e os mais jovens reagem! O que percebo é que existe um certo pensamento de que não se pode mudar justamente quando está começando a aproveitar os benefícios da antiga estrutura. No geral, essas pessoas estão confortáveis onde estão e não querem que se crie a tal zona de desconforto. Pouco importa que o resultado esteja ruim, e está, o que importa é que no caso particular está tudo bem.

Pior que se torna impossível argumentar. Existe uma ferocidade, uma certa paixão na manutenção do status quo, que fico apenas observando e analisando o fenômeno. São jovens, na faixa dos 30 anos, brilhantes e sem capacidade de pensar no geral pois vivem apenas no particular. Vejo que falta a eles um desejo de elevar o pensamento um pouco além da linha do horizonte do dia-a-dia e perceber um mundo em transformação. Processos que sempre deram certo, já apresentam problemas porque o contexto mudou, e muito. Não quer dizer que todas essas mudanças darão certo, muitas falharão, mas ficar onde está não é solução pois essa com certeza dará errado. A vida também é essa tensão entre acertar e errar, em perceber as mudanças e tomar as direções necessárias, mesmo que se tenha que corrigir no futuro.

As organizações simplesmente perderam o direito da estaticidade. E muita gente ainda não percebeu.

Curiosamente, na instituição que pertenço, os " velhinhos " estão percebendo. Talvez a geração "V" ainda tenha seu valor apesar de tudo.

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Um comentário sobre “Mudanças

  1. É verdade, Guerson. Concordo com vc. Diria que a disposição para mudar não deveria ser associada à idade ou geração à qual o indivíduo pertence. O desejo de participar de um ambiente laboral que está em mutação ou que mereça ser readequado está na veia. É algo que o profissional carrega consigo e que pode até ser desenvolvido. Mas, se não houver uma “chama” – por menor que seja – no interior do profissional, a briga intra corporação será grande. Então, viva a geração “M”: a dos mutantes, que sejam da “V” quer sejam da “x,y,z”.

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