Mensalão: avanço?

Hoje se define o destino do primeiro político acusado no mensalão: João Paulo Cunha. Na hierarquia do petismo, seria um peixe grande, mas não graúdo. Já foram condenados um ex-diretor do Banco do Brasil, aquele banco de todos os brasileiros, um publicitário especializado em lavagem de dinheiro e seus sócios. Uma das questões que se coloca desde o início do julgamento é o que caracterizaria um marco contra a impunidade? A condenação de José Dirceu? A condenação de políticos mas sem a inclusão do mais graúdo? A condenação de pelo menos alguns?

Alguns defendem que se não forem todos condenados será caracterizada a “pizza suprema”. Sem a cabeça de Dirceu, nada feito. Parece que os advogados do petismo dentro do STF _ e já ficou óbvio quem são _ trabalha com essa hipótese: joga-se os bagrinhos ao sacrifício para salvar os sacerdotes. Joga-se fora os anéis para preservar os dedos.

Outros defendem que apenas o fato de haver o julgamento já é uma vitória contra a impunidade. Afinal, nunca se viu um esquema de corrupção desse ser julgado com tanta exposição. Mesmo o julgamento do ex-presidente Collor se deu de forma muito mais discreta, fora dos holofotes. Nesse caso não, o julgamento está em cada esquina. O próprio Ali Babá ex-presidente Lula teve que se defender no New York Times.

E você leitor, o que acha? Existe um resultado aceitável para o julgamento? Qual seria?

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