Aprendendo mais um pouco com Paulo

Epístola aos Gálatas

 

Uma das questões centrais de uma religião são seus ritos, suas práticas estabelecidas. Isso era muito presente no tempo de Jesus entre os Judeus e Paulo bem o sabia como ex-rabino. A religião hebráica havia se tornando uma fonte exterioridades, tomando o lugar da verdadeira fé. Para os hebreus, tudo era a Lei, que na época era representada pela lei mosaica.

Na epístola aos Gálatas, Paulo vem reforçar mais uma vez sua missão cristã e sua conversão. Não era pelas obediência aos códigos religiosos, muitos já afastados da verdadeira ligação com Deus, que os homens seriam salvos; mas pela prática dos ensinamentos de Cristo. Dessa forma ele coloca aos gálatas uma oposição entre fé e a Lei. Não a lei de Deus, mas a lei que resumia o rigor religioso separado da divindade.

cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras de Lei, porque pelas obras da Lei ninguém será justificado.

Paulo argumenta que a promessa feita a Abraão referia-se à sua descendência e não aos seus descendentes. Esta descendência era Cristo. Os verdadeiros filhos de Abraão são os que tem, como ele, a fé no coração. O papel da Lei, centro do velhos testamento, foi guadar e tutelar um povo rude e bárbaro até que tivessem condições de receberem a fé.

Paulo quebra a noção de que a salvação era uma prerrogativa do povo judeus, fruto da aliança com Deus. A salvação era para todos.

Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; pois todos vós sois um só em Cristo Jesus.

Poucos se dão conta dessa formidável frase do apóstolo dos gentios; do avanço que era para sua época. Igualava os judeus aos gregos (que representavam os não judeus, escravos e homens livres, homem e mulher. Essas coisas só começaram a ser compreendidas pelos homens muitos séculos depois; e não por acaso que a penetração do cristianismo se deu primeiro pelos mais humildes a ponte de ser chamado de religião de mulheres e escravos.

Por fim, Paulo coloca também a questão do espírito e a carne. Antecipando o que veríamos cada vez mais presente em nossa vida hoje, exortava para que nos guiássemos pelo espírito e não pela carne. A liberdade não poderia ser um pretexto para a carne, mas, pela caridade, a forma de nos colocar a serviço uns dos outros. Uma mensagem que vai contra tudo que a modernidade nos apresenta onde ser livre parece ser dispor de todos os prazeres materiais sem sentir culpa. Conclui:

O que o homem semear, isso colherá: quem semear na sua carne, da carne colherá corrupção; quem semear no espírito, do espírito colherá a vida eterna.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s