Conspiração contra a família

G K Chesterton dizia que 4 coisas conspirariam contra a família no médio e longo prazo. O fim da família é essencial para o controle social, como  Marx já entendia. Não por acaso o pensador alemão escreveu nas teses contra Feuerbach, agumentando sobre o caminho para acabar com a religião:

Porquanto, depois de, por exemplo, descobrir na família terrestre o segredo da família sagrada, cabe aniquilar a primeira teórica e praticamente. 

A mesma necessidade de dissolver os laços familiares aparece na distopia de Aldous Huxley, um dos livros essenciais do século XX, Admirável Mundo Novo. Huxley também enxergava que o controle social passaria necessariamente pelo  fim da família.

Chesterton em diversos artigos defendia que o mundo moderno caminharia para aliança de 4 instrumentos para promover o controle social, e portanto, para combater a família como organização fundamental de uma sociedade. O governo grande, as grandes empresas, a educação pública e a mídia.

Essa é a história da segunda metade do século XX e deste início do século XXI. Grandes empresas financiam os candidatos para receber de retorno os privilégios que a protegem da livre concorrência. Essa é a essência da tal terceira via, a suposta síntese entre capitalismo e socialismo. É uma ilusão achar que uma grande empresa defenda o livre mercado; não precisa. Já venceu a concorrência e quer mais que ele feche mantendo-a na posição que está. Como já disse antes, os grandes capitalistas são no fundo anti-capitalistas. 

Para manter o controle das massas, e o status quo, é necessário promover um ambiente cultural propício, que deixe o indivíduo só no mundo, sem ligações que o dê forças para enfrentar o estado cada vez maior e mais presente em sua vida. Essa é a função da mídia e da educação pública na modernidade, promover a desintegração da idéia de família, promover o amor abstrato à toda humanidade, superando o amor a indivíduos concretos. O amar ao próximo do cristianismo não interessa, é preciso amar o distante. E confiar no governo para promover esta ajuda.

A maioria das pessoas que participam deste processo nem imaginam seu papel nessa ordem verdadeiramente diabólica. Professores acham que estão promovendo a diversidade, a tolerância, o novo pensar, mas no fundo são agentes da promoção do relativismo e do niilismo. A mídia acha que está promovendo uma crítica social com a produção artística que coloca a família como uma unidade totalmente desajustada, marcada pela hipocrisia e que o indivíduo só consegue sucesso quando a supera; mas no fundo está apenas dando vazão a sua visão destorcida da realidade. 

O grande problema do socialismo, já dizia Chesterton, é que promovia a aliança entre o poder econômico e o poder político. O homem comum, e sua família, tinha em um dos poderes a defesa contra o outro. Hoje está esmagado pois ambos andam juntos, não há a quem recorrer. Mas na esmagadora maioria das vezes não tem a menor idéia disso e acha sinceramente que as grandes empresas estão em luta contra o governo. E vai feliz votar no Obama contra os 1% sem perceber que ele representa, mais que qualquer, um essa aliança. Aliás, acham que ele não faz parte do tal 1%!

Prestem atenção no que está sendo ensinado nas escolas públicas, e nas particulares também!, o que está sendo veiculado na mídia, na produção artística e cultural, no noticiário econômico. Não se trata de uma aliança consciente, não estou falando de conspiradores que se reunem para traçar planos, nada disso. Apenas quatro coisas que eventualmente se unem no mesmo objetivo, a degradação da idéia de família, numa conspiração muitas vezes inconsciente mas de grande potencial destrutivo.

Não é a toa que o cristianismo é tão combatido por todos. O New York Times já chegou a colocar em sua primeira página um convite para que o cristão abandonasse sua fé; governos grandes tendem a sufocar as instituições cristãs como demonstrou a tentativa do governo Obama em forçar hospitais católicos a promoverem métodos anti-conceptivos; a mídia paulista apoiou a iniciativa de um promotor eleitoral de fechar uma pequena gráfica que produziu em 2010 um panfleto que dizia aos católicos para não votarem em candidatos que defendessem o aborto. 

Marx estava certo, o cristianismo tem sua base na família e promove um verdadeiro suporte para a existência do núcleo familiar. Por isso é tão combatido pela modernidade. Na cabeça destes loucos o amor ao próximo é incompatível com o amar a humanidade. São incapazes de perceber que é apenas através do próximo que chegamos ao mundo e é no desajuste das famílias que se originam a esmagadora maioria dos males modernos. 

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