E o Brasileirão vai chegando ao fim

Comparado com o campeonato do ano passado, não poderia ter sido pior. Praticamente está tudo decidido, o campeão, quem vai para a Libertadores, quem cai. Sobra apenas uma mísera vaga para as últimas duas rodadas, a ser disputada entre Sport e Náutico. Um final melancólico para um campeonato que vai sem deixar saudades, exceto para Fluminense, Atlético, Grêmio e São Paulo. E olhe lá.

Sempre fui um defensor dos pontos corridos, mesmo nos anos que o São Paulo ganhou com boa antecipação. Pelos menos as vagas para Libertadores e rebaixamento eram disputada até a última rodada. Nem isso tivemos este ano. Praticamente todos os jogos até o final do campeonato não valem rigorosamente nada.

Os pontos corridos são uma tradição nos campeonatos europeus. O problema é que estes campeonatos estão cada vez mais chatos e decididos com enorme antecipação. Até as baratas da Espanha sabem que o título já está nas mãos do Barcelona e nem chegou-se à metade do campeonato. Campeonato francês só francês consegue assistir, assim como o português. Quando muito temos uma disputa entre dois ou três times como o italiano, inglês ou alemão. Mesmo assim estamos falando de campeonatos do tamanho de nossos regionais. Que costumam ser mais emocionantes do que os europeus, com suas incontáveis rodadas. Qual o sentido do Barcelona fazer 38 jogos sendo que apenas no máximo 4 realmente importam?

E qual campeonato europeu desperta mais atenção no mundo inteiro? A Champions League! Essa sim, com emoção do início ao fim. E disputada no sistema de mata-a-mata, como a copa do mundo. Uma fase inicial de grupos e depois haja emoção, quem perder cai fora. 

Quando vejo as dimensões do Brasil, só vejo duas comparações possíveis. A Europa como um todo e os Estados Unidos. 

Na Europa, temos a champions. Sucesso absoluto. Mata-a-mata.

Nos Estados Unidos temos o futebol americano. Contraria tudo que se considera necessário para o sucesso de uma competição. O bom é no máximo 20 times? Lá tem 32. Todos contra todos? Lá cada time faz 16 jogos, enfrentando um total de 13 times diferentes. Tem que ter rebaixamento? Lá ficam todos; azar de quem está fora. Resultado: estádios completamente lotados em absolutamente todos os jogos.

Começo seriamente a me questionar se estamos com o melhor modelo ou se simplesmente copiamos um já decadente.

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