No livrinho

No post sobre o desejo de uma felicidade segura comentei que o homem moderno cada vez mais abraçava a idéia de uma gaiola feliz. Na verdade, a coisa é antiga. Recorrendo ao livrinho, encontrei esta passagem:

E o vulgo, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e disseram: Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. (Números 11:4, 5)

O povo judeu no deserto tinha saudades da escravidão no Egito pois tinham mais conforto material lá do que peregrinando atrás de Moisés. Sentiam falta da gaiola feliz.

Em outras palavras, é da condição humana preferir a segurança, mesmo com o sacrifício da liberdade, do que se arriscar a caminhar perdido no deserto. Por causa disso, Deus castigou seu povo fazendo que passassem 40 anos no deserto e impedindo que as gerações mais velhas que deixaram o Egito chegassem na terra prometida. O homem deve aspirar mais do que uma gaiola feliz, deve construir sua própria felicidade e por isso recebeu o livre arbítrio, a mais importante dádiva que nos foi dada pelo criador.

Está tudo no livrinho, é só procurar. Afinal, não há nada de novo debaixo do céu.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s