Primeiras impressões

Nossa jornada começou em Manaus, na noite de domingo, dia 16. Embarcar em um vôo internacional já tem suas complicações; com um cachorro a coisa fica ainda mais interessante. O pessoal da American Airlines foi muito atencioso, mas ficou claro que não tinham o costume de embarcar animais, pelo menos os não humanos. Toda hora tinham que consultar os procedimentos, mas no fim deu tudo certo. Depois de uma hora de check in _ o pessoal da fila deve ter adorado _ conseguimos passar esta etapa.

Em seguida, polícia federal. Pagagem passou com tranquilidade e perdemos algum tempo nos passaportes. Por estarmos viajando com crianças, a inspeção é mais demorada, o que é bom. Todo cuidado é pouco com adultos saindo do país com menores e a PF faz muito bem em checar bem os documentos.

Como chegamos cedo, pois não gosto de correria sem necessidade, ficamos um bom tempo na sala de espera, o que foi bom para diminuir o nível de agitação e ficar tranquilo para a viagem. Neste período apenas um chamado para que dona patroa fosse identificar alguns objetos em uma das malas. Pequenas latinhas para colocar balinhas, para o aniversário da filha do meio. Aliás, ela fez anos no meio da viagem entre Manaus e Miami!

Viagem tranquila e logo começamos a notar um certo padrão. Em todos os vôos que fizemos, as aeromoças aparentavam mais de 40 anos, o que mostra que o termo em português talvez tenha se tornado inadequado. Primeira pausa.

Nas várias lojas que fomos em Vicksburg foi comum as atendentes também estarem nessa faixa etária, o que me deixou com uma primeira pergunta para tentar responder neste ano morando no exterior: onde as moças estão trabalhando? Onde estão empregadas as jovens abaixo dos 30? Ou mesmo dos 40? Retorno.

Em Miami uma primeira peregrinação. Imigração, bagagens, passagem das malas pelo raio x, entrada com a cachorrinha, lembram dela?, entrega das bagagens novamente na American. E no aeroporto de Miami esqueçam o inglês; o que mais se fala é espanhol. Alguém já disse que não dá para realmente se sentir nos Estados Unidos na cidade. Há algo de verdade, como sempre, nesta constatação.

No vôo de Miami para Dallas, dei um certo azar. Por efeito de nossa mudança de passagens, acabamos tendo que nos sentar separados. A dona patroa ficou com o ex-bebê, agora uma mocinha como ela diz, juntas. Meu mais velho ficou sozinho de um lado, e eu fiquei exatamente atrás da aniversariante, ambos na poltrona do meio. Até aí tudo bem.

Só que me sentei ao lado de um jovem, de origem latina, um tanto gordo e com um incrível cheiro de CC vencido. Quase dei um desodorante de presente para o rapaz! Foram três horas sentindo aquela maresia! E o vôo super-lotado, ao ponto de faltar lugar para as pequenas malas nos bagageiros e todos terem que ir com suas bolsas e mochilas nas mãos. Minha saída foi o ipad, onde assisti finalmente o filme Saneamento Básico. Foi minha salvação pois não dá para ficar de mal humor com Fernanda Torres e cia!

A pequena mocinha cantou a viagem inteira e a do meio dormiu o tempo todo.

Almoço no Pizza Hut de Dallas, vôo em aeronave da EMBRAER (Bra-sil-sil-sil!) para Jackson, onde meu antecessor me esperava com sua família. Nesse momento, a única preocupação que restava era com a cachorrinha. Felizmente foi tudo bem e logo ela já estava conosco, agitada como sempre, para alegria do seu doninho. Meus pais, que chegaram horas antes, também nos aguardavam.

Último trecho de 40 milhas de carro e finalmente, lá pelas 4 da tarde, chegamos em nosso novo lar. Ou quase. Na verdade vamos morar na mesma casa que nosso antecessor, mas enquanto nossa mudança não chega, ficaremos em uma casa vizinha, já mobiliada. Ambas as casas são excelentes e o clima é de morar em uma casa do campo, já que a distância entre as casas é de uns 500 metros e ficam no meio de um bosque. Já comprei uma dessas camisas estampadas, do tipo lenhador, para me sentir como os romanos em Roma!

Bem, hoje é quinta, o que significa que estamos há três dias em Vicksburg. A cidade é pequena mas dá para perceber que os americanos já as estruturam para o futuro. Avenidas largas, amplos espaços para estacionamento, organização de cidade grande. Por isso eles não se assustam quando as cidades crescem. Tudo muito horizontal também, o que significa que carro é essencial. As cidades são feitas para isso. Sorry ecologistas! Aqui na América os automóveis ainda vão reinar por um bom tempo.

Eu tinha uma imagem, principalmente vinda do meu período no Haiti, do americano ser um tanto arrogante. Não é essa a primeira impressão que estou tendo por aqui. Praticamente todos que nos atenderam foram muito simpáticos conosco, tanto no comércio quanto no laboratório que vou trabalhar. Tinham me falado que os vendedores eram impacientes, que não gostavam de perder tempo quando viam que o cliente tinha dificuldades de se comunicar. Por enquanto não vimos nada disso, estão sendo bem pacientes conosco; pelo menos na maioria das vezes.

Bem, este post já se alongou bastante, mas o propósito deste blog é também registrar para o futuro nossas experiências pessoais. Em breve novos relatos.

That’s all folks!

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