Primeira vez, a gente nunca esquece!

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Um dos itens da minha lista de coisas para fazer aqui na América era ir em um jogo da NFL, a liga de futebol americano. O problema é que a temporada regular dura de setembro a dezembro; ou seja, se deixasse passar o final do ano, teria que esperar 9 meses para poder ir em um jogo.

Não dava, né? Ingressos para Saints e Panthers na mão, proa apontada para New Orleans e saímos eu, meu pai e meu filho para o Mercedes Benz Superdome para a última partida da temporada. Infelizmente os dois times estavam já eliminados, mas para nós tudo era festa.

Depois de 240 milhas atravessando o Mississippi e os pântanos da Louisiana, em um impressionante elevado de mais de 40 milhas, chegamos no engarrafamento para chegar no estádio. Essa parte foi bem parecida com o Brasil, inclusive com os motoristas que furam a fila de carros na maior cara de pau. Algum sufoco para estacionar (35 dólares em um edifício garagem ao lado do Superdome) e entramos com uns 40 minutos de atraso. Tudo bem, um jogo dura mais de 3 horas!

A primeira impressão é que temos muito que avançar para poder fazer, com rotina, um evento esportivo dessa categoria. Sempre fui um frequentador do Maracanã, mas a distância de organização é abissal. Tudo pensado nos mínimos detalhes, desde a parte de publicidade, sistema de som, lugares marcados, lojas, banheiros, etc. Alguns anos de estudo na área me mostram que a grande questão é de gestão e fica patente o que uma administração profissional é capaz de fazer. Enquanto estivermos sujeitos aos amadores que comandam nosso futebol teremos eventos de terceira categoria.

O que dizer de um campeonato em que dois times se enfrentam já eliminados e o estádio está quase lotado, com 80 mil lugares? Quando lembro que Fluminense e Vasco, então segundos e terceiros lugares na tabela arrastaram pouco mais de 10 mil para o engenhão…

Visão com campo excelente, bons lugares, assistimos o jogo com todo conforto. O Superdome é um estádio novo, construído depois do Katrina, completamente climatizado. Tudo limpo, conservado.

Quando chegamos o Saints perdia de 10 x 0. Vimos 3 td do saints, que virou para 24 x 13, mas depois sua defesa mostrou porque terminou como a pior. Do campeonato? Não, da história da NFL! Só assim para o melhor ataque do campeonato ficar fora dos playoffs. Final de jogo: 44 x 38 para o Panthers.

Bem, o resultado foi o que menos importou. O negócio era ver aquele clima de um jogo de futebol americano, curtir a experiência de ir ao estádio ver a partida, coisa que no Brasil não sabemos o que é. Nossa cultura é de ir para uma guerra onde o que importa é a vitória do time; se perder, a sensação é de que não valeu a pena.

Chega a ser paradoxal que no país onde tudo que importa é a vitória, a experiência de ir ao jogo seja tão independente do resultado.

Algum congestionamento para sair do estádio, mais 240 milhas de volta, com um pit stop no mac donalds, e chegamos em casa. Tudo no mesmo dia, saímos as sete e meia da manhã e retornamos as oito e meia da noite.

Agora é esperar os tais 9 meses para ir ver o Saints novamente.

Enquanto isso, mais um item para riscar: ir a um jogo da NBA!

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