Um longo caminho

Esta semana vi um comercial na tv sobre um site chamado “Meet Black People”. Nele, pessoas negras poderiam encontrar outras pessoas negras para namorar. Triste. Ainda temos muito que avançar, nós humanidade, para ver a cor da pele apenas como um adjetivo, e ainda sim um adjetivo insignificante.

É concebível um site “meet white people”? É a mesma coisa de uma camisa infame que vi algumas vezes no Brasil dizendo “orgulho de ser negro”. Cor da pele não deveria dar orgulho a ninguém. Muito menos ser motivo para conhecer e namorar uma pessoa. Tudo isso é lastimável.

Só para terminar, hoje no anúncio dos candidatos ao oscar os roteiristas colocaram na boca se Set McFarlane uma piada infame, que não deveria ter lugar na televisão. Foi na hora que anunciou os candidatos a melhor filme estrangeiro. Um dos candidatos era uma co-produção entre Alemanha e Austria. Set emendou: ” a última vez que alemães e austríacos fizeram algo juntos foi Hitler”.

Foi uma idéia estúpida. Como essa tentativa de nos diferenciarmos uns dos outros pela cor da pele.

Temos ainda um longo caminho a percorrer para entender essas coisas nada significam. O que importa, como diria Platão, é a alma.

E a alma não tem cor.

Ou como disse Jesus com ainda mais propriedade: somos todos irmãos. Amar ao próximo e amar a Deus. Aqui está toda a lei e todos os profetos. O resto é nota de rodapé.

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