Em Memphis

O blog está em viagem; mais precisamente em Memphis, Tennessee. Berço do rock’n’roll. Estamos falando de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Otis Redding, B. B. King. Terra da Sun Reccords e da Stax, responsáveis pelo lançamento dessa gente toda.

Ontem fomos na Graceland, uma incrível jornada na vida do Elvis. Um retrato do preço que a fama e fortuna cobra da maioria esmagadora das pessoas. O que vi foi um rapaz simples que lutou o quanto pode para viver uma vida normal nesse universo até sucumbir completamente e se entregar a extravagâncias de todo tipo. Deve ser muito difícil manter a sanidade quanto cada pequeno ato seu é acompanhado pelo mundo inteiro e a privacidade deixa de ser uma possibilidade real fora do interior da própria casa.

Depois fomos para Beale Street, uma rua inteira dedicada ao rock, blues, soul e derivados. E olha que o Tennessee ainda tem Nashvile, capital do country! São bares e mais bares, lojas de bugigangas, grupos tocando ao vivo, restaurantes. Tudo respira a música nessa incrível jornada histórica.

Á noite estacionei com a esposa no B. B. King Club, curtindo uma banda de soul music. Pura magia!

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Salário mínimo, seus efeitos

Para falar dos efeitos do salário mínimo, temos que primeiro entender como funciona a tal lei da oferta e da procura. Sabemos que quando o preço de um produto sobe, diminui a procura por este produto pois menos pessoas estão dispostas a pagar por ele. Quando o preço diminui, ocorre o contrário, como sabe quem já enfrentou aquelas mega liquidações de lojas de departamento. Assim o preço se ajusta para tentar maximizar o produto quantidade vendida x preço, que é a fonte de lucro de uma empresa.

O preço representa o equilíbrio no livre mercado. Quando consideramos a oferta de trabalho e a demanda por trabalho temos um tipo especial de preço, o salário. Quando o valor do salário sobe, mais pessoas estão dispostas a realizar aquele tipo de trabalho, só que menos empresas estão disposta a pagar por ele. A empresa pode decidir por mudar o processo de produção ou simplesmente desativar uma determinada linha de produto por sua elevação de custos. Quando o valor do salário diminui, menos pessoas se apresentam para trabalhar e mais empresas se tornam dispostas a fazê-lo. No fim, temos um salário que equilibra as duas curvas, maximizando o número de pessoas empregadas.

 

 

Curva de oferta e procura
Curva de oferta e procura

 

Saindo da teoria econômica, é fácil ver que existem empregadores que estão no limite da capacidade de pagar um determinado salário. Vamos supor que um determinado empregado acrescenta 100 reais no faturamento da empresa e o salário dele é de 90 reais. Ele é contratado. Suponhamos que uma lei estipule que ele não pode pagar menos que 110 reais por aquele trabalho. Não há saída para o empregador, ele vai demitir o empregado. Ao invés de trabalhar por 90, o preço do equilíbrio, ele não vai trabalhar. O que seria melhor para ele?

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Outra questão é que o valor do salário mínimo só afeta os que recebem até este valor. Quem recebe mais não é atingido. É justamente nos que recebem abaixo ou este valor que o desemprego vai incidir, especialmente nos menos capazes. Consultem qualquer livro americano ou europeu, todos vão dizer a mesma coisa, que o desemprego aumentará entre os adolescente pois são estes que trabalham em torno do mínimo.

Em um país em desenvolvimento a coisa é diferente. Um contigente maior da população trabalha por um salário mínimo, nas mais variadas idade, fruto da baixa qualificação da mão-de-obra e o baixo nível educacional. O aumento real do salário mínimo, acima do aumento de produtividade dos trabalhadores, gera desemprego de parte deles. A coisa fica melhor para quem mantém seu emprego, mas piora para os que ficam desempregados.

Não existe mágica em salários. Tentar mudar seu valor por lei é magia, só funciona durante certo tempo e para alguns. No longo prazo, apenas o aumento da produtividade vai gerar aumento real dos salários. Se um governo quer realmente melhorar a situação do seu trabalhador, o caminho é educação, treinamento e tecnologia. Justamente um dos fatores mais estagnados no país.

Por que absurdo? Mais um exemplo de intolerância contra o cristianismo.

Vejam o trecho abaixo:

Jair Bolsonaro já pode começar a cobrar a conta pelo apoio a Marco Feliciano e pedir ao deputado pastor para encampar um projeto apresentado na Câmara.

Bolsonaro propõe uma mudança no regimento interno da Casa para tornar obrigatória a colocação de um crucifixo na parede do plenário e de uma Bíblia sobre a Mesa Diretora durante as sessões.

Um absurdo completo, ressalte-se, dado que nem todos os parlamentares são cristãos ou seguem a Bíblia.

A Constituição não é necessária, até porque parte dos deputados costuma rasgá-la todos os dias.

Por Lauro Jardim

 

Comento:

Gostaria sinceramente de saber porque a proposta é um absurdo completo. O jornalista tem todo o direito de expressar sua opinião e colocar seus argumentos contra a proposta, é da democracia. Mas por que descartar de cara a proposta como absurda?

Somos um país de imensa maioria cristã, embora existam aqueles que não professam religião nenhuma. O fato do estado ser laico, conforme a constituição, não significa que seja ateu ou anti-religioso. A proposta, se for para frente, deve levantar polêmica, inclusive envolvendo os sábios do STF, mas absurda não é. Eu nem vou entrar no mérito da proposta, não estou aqui para defender que crucifixos devam ser colocados nas paredes da Câmara dos Deputados. O que   discordo do jornalista é quanto essa pretensa superioridade iluminista sobre a questão. Da forma como ele coloca no texto é simplesmente uma desonestidade intelectual pois deixa a impressão para o leitor que esta é uma questão de senso comum, que qualquer pessoa pensa como ele.

Sem entrar no mérito, me parece que um crucifixo ou a Bíblia tem todo o direito de estar na Câmara quanto as estátuas pagãs como a da justiça ou obras de arte em geral. Por que um símbolo deve ser afastado do espaço público por ser de natureza religiosa? O que incomoda tanto no prezado jornalista? 

Parece-me mais um exemplo de intolerância. Só falta Lauro Jardim dizer que é questão de direitos humanos!

Não entrega o que promete, ainda bem

Guia politicamente incorreto da Filosofia  (Luis Felipe Pondé)

Não sei exatamente os motivos para a escolha desta título, é possível que a editora tenha tentado faturar no rastro no sucesso do guia politicamente incorreto da história do Brasil, mas o livro em si não entrega o que promete. Ainda bem, pois o que Pondé escreve é um muito mais interessante que o título prometia, é uma exposição dos absurdos do politicamente correto. Poderia simplesmente se chamar guia politicamente incorreto do politicamente correto, o que seria mais honesto. Mas não seria politicamente correto, como pode apontar o subtítulo, Um Ensaio de Ironia.

Pois o livro é um ensaio. Ou seja, mostra sem se aprofundar o suficiente para provar, o que não significa que tenha menos valor. Certas verdades, talvez a maioria delas, não precisa de demonstração como ensinava Mario Ferreira dos Santos, precisam apenas ser mostrada pois são evidentes por si mesmas. É o que Pondé procura fazer com a sua dissecação do politicamente correto. A filosofia surge de maneira transversal, mostrando os princípios filosóficos que estão subtendidos na postura e frases do politicamente correto, ou como diz, praga PC. E são essas idéias subtendidas ou ocultas que são o verdadeiro assunto do livro, e seu maior valor.

Quando afirmarmos que todas as religiões são iguais, que os homens e mulheres são iguais, que as minorias devem ser protegidas com leis para estabelecer a justiça social, que todos têm direito à felicidade, que todos somos iguais, o que está subtendido? Se a maioria das pessoas que repetem chavões e comportamentos soubessem o que estão comprando, se assustariam e correriam. A outra parte não se importaria; sua doença é de outra natureza.

Pondé demole sem piedade o feminismo, o multi-culturalismo, o relativismo, até mesmo a tal nova classe média. Mostra didaticamente os princípios de cada postura e mostra porque os princípios estão errados ou são, pelo menos, problemáticos. Vale dizer, não ataca o feminismo, mas o princípios que está por trás do feminismo; o feminismo simplesmente cai junto, pelo menos até que alguém tenha um suporte melhor para mantê-lo de pé.

Um livro facílimo de ler e divertidíssimo, pois Pondé é também um artista do humor, base de toda a ironia. Pena que os politicamente corretos não compreenderiam o que está dizendo nem que tentassem ler. Não farão nem uma coisa nem outra pois no fundo odeiam o conhecimento e o mundo real. Até que este mundo real resolva se revelar com toda a sua intensidade. O politicamente correto esconde das pessoas as verdades incômodas que elas não querem admitir para si mesmas e por isso a fazem se sentirem melhor. É um auto-ilusão para mentes fracas, que esconde que no fundo somos todos medíocres e a grande maioria mais medíocre do que uns poucos que carregam o mundo nas costas.

Papo rápido: Marcos Feliciano

Como 99,99% dos brasileiros nunca tinha ouvido falar do tal Marcos Feliciano e nem sei o que pensa. O pouco que vi até agora me indica que jamais votaria nele, até porque literalmente vendeu a alma para ajudar a eleger a coisa ruim Rousseff, vendendo-a aos evangélicos como uma cristã piedosa. Está onde está por prêmio a esse papel; assim como seu partido, que pretende misturar cristianismo com socialismo, o que nunca dá boa coisa.

Só que não há nada que o desabone para ocupar o cargo que se encontra. Dizer-se contra o casamento gay não o faz desrespeitador dos direitos humanos, nem sequer contra os gays. Assim como sua posição contra o aborto. Os progressistas deveriam refrear seus impulsos ao querer colocar estas coisas como direitos humanos, especialmente o aborto! Mas tolerância tem significado todo especial para essa gente, significa direito de dizer o que eles acham correto.

O que incomoda, de fato, esses idiotas, é que Feliciano é um pastor. Para eles a fé religiosa é obscurantista por natureza e por isso o incapacitaria para a função. Nas diversas declarações dos partidos que insuflam as massas de meia dúzia acabam deixando passar essa constatação.

E Feliciano? Vai bem, obrigado. Garantiu pelo menos um milhão de votos na próxima eleição e vai manter sua cadeira na Câmara. Virou celebridade.

Não tenho nenhuma simpatia por este sujeito, mas estou me divertindo para valer com o herói que uma bando de desocupado, e agora artistas preocupados com um novo mundo possível, estão criando. Eles merecem!

Engenhão interditado!

Como pode um estádio construído em 2003, ou seja, com 10 anos de idade, ser fechado por problemas estruturais? Custou quase meio bilhão de reais, dinheiro da época, e foi a principal obra para o Pan-americano. Teve que ser terminado às pressas e foi inaugurado nas vésperas, com muita correria.

Pior é saber que os estádios para a Copa estão sendo construídos da mesma forma. Espero, sinceramente, que com segurança. Mas com a turma que está aí, nada é garantido.

Dark Knight Rises

Batman, o anti-revolucionário

Russell Kirk identificou como primeiro princípio conservador, e mais importante deles, a crença em uma ordem moral duradoura. O assunto é antigo e vem desde as reflexões de Sócrates e Platão, passando pelo trabalho monumental de Santo Agostinho e chegando aos pensadores ingleses da modernidade. Existe uma ordem moral independente do espaço e tempo, que vale para todo o sempre e está acima das sociedades humanas. O revolucionário acredita que a ordem é um produto da sociedade e fonte de todas as injustiças. Para que um novo mundo de justiça se estabeleça, trazendo o paraíso cristão para a esfera do mundo, é necessário destruir esta ordem e implantar um novo sistema de valores, mais adequado ao novo homem renovado, produto da revolução.

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ordem x caos

Neste sentido, o Batman de Christopher Nolan é o anti-revolucionário por natureza, o que fica bem explícito no filme The Dark Knights Rises, de longe o melhor filme do cavaleiro das trevas feito para o cinema, superando o já excelente The Dark Knight. Não por acaso o filme tem por inspiração o clássico de Dickens “O Conto de duas Cidades”, primeira obra da literatura a mostrar a imagem verdadeira da revolução francesa.

Oito anos depois dos acontecimentos do filme anterior, Bruce Wayne encontra-se recluso, em clara depressão. O Batman foi aposentado e sem ele o milionário não encontra sentido para continuar vivendo. Lembrando do conceito de Victor Frankl, o sentido da vida é aquilo que só  você pode fazer; para Wayne este sentido é Batman. Um homem que vive sem esta noção de missão pessoal é uma presa para melancolia e depressão. Esta situação é fruto da  mentira que se estabeleceu como base da Gotham que emergiu do conflito com o niilismo do Coringa, que Batman teria matado o grande promotor Harvey Dent. Alguém já disse que nenhuma sociedade consegue se estabelecer dentro de uma ordem a partir de falsos princípios; Gotham exemplifica essa constatação. Por causa do desaparecimento de Batman, Wayne perde interesse por seus próprios negócios e por causa disso os lucros das empresas Wayne despencam. E com ela todo produto econômico de suas atividades, incluindo a filantropia.

Esse ponto é muito importante para conectar com o que vivemos hoje. Sem lucro não há filantropia pois nada resta para investir, seja na própria empresa ou seja na ajudo a quem precisa. Sem a dinâmica das empresas Wayne, toda ajuda deve se concentrar nas estruturas do estado, que sempre serão insuficientes para atender a todos. O resultado é uma Gotham claramente decadente e ressentida, um ambiente propício para surgir um contestador da ordem.

Esse homem é Bane, que como ele diz no primeiro confronto com Batman, nunca teve nada; a sociedade sempre foi para ele um peso, um inimigo. Enquanto o Coringa, representante do niilismo, queria destruir a ordem para implantar o caos; Baine é bem mais perigoso, quer destruir a ordem para implantar uma nova, que faça justiça a todos que estavam a margem da sociedade, sofrendo as suas consequências.

O símbolo da ocupação da bolsa de Gotham não é por acaso e não, não foi inspirada no movimento Occupy Wall Street, embora deixe claro a alienação  do movimento. A polícia se encontra reticente em invadir o prédio e se arriscar por causa do dinheiro dos ricos, quando alguém lembra a eles que não se tratava do dinheiro dos ricos, mas de todos eles, inclusive da pensão dos policiais.

Bane derrota Batman e toma o controle de Gotham, que nada mais é que Nova Iorque, estabelecendo um estado revolucionário; trata-se nada mais e nada menos que a revolução francesa, inclusive com seus tribunais revolucionários, chefiados pelo espantalho, onde a condenação já está definida entes de qualquer processo. A tão falada ordem burguesa é subvertida e a polícia de Gothan, que representa esta ordem, é aprisionada nos esgotos, onde anteriormente estava o exército de Bane. Fica clara a inversão de papéis na nova ordem.

Bane: We take Gotham from the corrupt! The rich! The oppressors of generations who have kept you down with myths of opportunity, and we give it back to you…the people…Gotham is yours. None shall interfere, do as you please!

catwoman
Achando que sabe tudo

A Mulher Gato é uma espécie de Robin Hood, roubando dos ricos que, segundo ela, possuem tudo enquanto a maioria nada tem. Por diversas vezes trai Batman, chegando a entregá-lo a Bane. Ela é como a imensidade de inocentes úteis, revoltados com a ordem existente e que anseiam por uma revolução, por colocar tudo de pernas por ar. Quando a revolução chega finalmente, descobre que a coisa não é tão bonita como achava que seria e trata de se mandar.

Agora, um aviso: quem não quiser saber o fim do filme, pule direto para a conclusão. A partir daqui continue por sua conta e risco.

Finalmente temos a pessoa da Madame Defarge, no filme a executiva ambientalista Miranda Tate, que na verdade é Talia al Ghul. Ela está por trás de Bane e por baixo de seu suporto amor pela natureza está o ódio ao ser humano e seu desejo escatológico de vê-lo desaparecer do planeta. Parece familiar? Por trás de todo revolucionário existe um poder dentro da ordem, apenas querendo eliminar concorrência para se tornar absoluto.

Como em Um Conto de Duas Cidades, fica patente que todo o chamamento por justiça é apenas um jogo de palavras, o que o revolucionário quer é vingança contra todos que acredita ser causadores de seu sofrimento. Por isso o tribunal revolucionário é uma grande mentira, seus réus já estão condenados simplesmente por pertencerem a determinado agrupamento humano e não por seus atos efetivos. Alguns nobres acreditaram que poderiam se beneficiar da Revolução Francesa por estarem a favor do “povo”; terminaram na guilhotina junto com os demais. Assim com Robespierre, ou o Bane, na versão de Nolan.

Finalmente temos Batman, que como Sidney Carton, deve passar por uma verdadeira revolução íntima para entender que deve ser capaz do último sacrifício para combater o mal que se espalha com a subversão da ordem.  Para salvar Gotham, Batman vai precisar se sacrificar, como Carton. Isso fica claro no diálogo com a mulher gato:

Selina Kyle: Sorry to keep letting you down.Come with me. Save yourself. You don’t owe these people anymore, you’ve given them everything.
Bruce Wayne/Batman: Not everything. Not yet.

Conclusão

Dark Night Rising é um film rico em significados e simbolismos, principalmente com sua fidelidade à realidade. O mundo fantástico retratado por Nolan é o espelho do mundo em que vivemos, onde forças revoltadas ameaçam a todo tempo destruir a ordem imemorial que existe na eternidade do tempo. Batmam é o símbolo que luta contra esta grande mentira, de que podemos criar uma nova ordem contrária a esta, pois sabe, instintivamente ou não, que o resultado será o caos, um mundo sem honra e virtudes verdadeiras.

O mundo dos revolucionários, conforme o construído por Bane em Gotham, não pode durar pois baseia-se no que a humanidade tem de pior, o ódio. Nada construído sobre o signo da mentira, ou seja, que rompa com o real, pode durar muito tempo na história e só gerará sofrimento enquanto durar. É produto de monstros morais, que desprezam o ser humano concreto, em nome de alguma idéia de novo homem renovado, fruto da revolução. Essa escatologia adaptada da escatologia cristã é a grande fonte do mal em nosso tempo e ainda continua presente no coração de muita gente que simplesmente não aceita o mundo como ele efetivamente é.

O problema é que os Batmans do mundo são cada vez mais raros e os revolucionários descobriram que podem subverter a ordem de dentro dela, sem rupturas dramáticas, apenas esvaziando a ordem de todo seu sentido verdadeiro. Mas esta é outra estória, ou outro filme.

Dark Night Rising, apesar dos exageros de um filme de ação, consegue se colocar bem acima de quase todos os filmes do tipo, a ponto de se questionar se é na verdade um filme de ação, pois consegue o que há mais de 2000 anos o sábio Aristóteles defendia no seu livro Poética. O sentido da arte é imitar a realidade e explorar os limites das possibilidades humanas. Coisa que Nolan fez com maestria.