Balanço de Memphis

Principais atrações em Memphis:

Fedex Forum

Começamos o fim de semana com um jogo da NBA. O bom time do Memphis venceu com tranquilidade o Houston de James Harden. O Luan comentou que não conseguia imaginar o Brasil promovendo um espetáculo daquele porte, nunca. Isso é muito forte; pior que concordei com ele. Não é questão de estarmos atrasados, mas de termos pego o caminho errado na história. Começa na recepção no portão do ginásio até o momento de ir embora, tudo planejado no mínimo detalhe para satisfação do torcedor. Esqueçam o que temos no Brasil, não tem nem padrão de comparação.

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Graceland

Simplesmente fascinante o mergulho na trajetória de Elvis Presley. A impressão que tive foi de um rapaz simples que tentou lutar contra os efeitos da fama enquanto pôde, até simplesmente abandonar a luta e se entregar por completo. Graceland é o testamento vivo em que extravagâncias como o ” jungle room” convive com a sala de jantar com que Elvis fazia suas refeições com a esposa e os pais, que sempre moraram com ele. Um homem bom que sucumbiu ao fardo de ser uma super celebridade em um mundo em que a televisão devassaria a vida privada para sempre.

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Beale Street

A rua é uma atração à parte. Suas lojas, bares e restaurantes, todos voltados para as origens do rock em seu sentido mais amplo, é uma viagem no tempo. Só depois, no museu Rock and Soul fui entender que a rua era o centro comercial a cultural dos negros de Memphis. O rock seria um verdadeiro integrador, primeiro nas bandas que juntavam negros e brancos. Depois na platéia, que perceberia que não havia como escutar o rock segregados uns dos outros. Não foi à toa que a luta dos direitos civis emergeriam pouco depois do estouro do rock.

Memphis Museum of Rock’n’Soul

Engraçado que no dia anterior conhecemos um grupo de brasileiros no Hard Rock Cafe que comentaram que a visita durava uns 30 minutos, que não tinha muita coisa para ver. Pois eu poderia passar um dia inteiro no museu, só escutando as músicas e absorvendo a quantidade incrível de informações sobre o surgimento do blues, o contexto cultural da época, os programas de rádio, as gravadoras, os grandes artistas e etc. Um verdadeiro templo.

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B. B. King Blues Club

Um dos bares mais tradicionais da Beale Street. Escutamos uma banda de soul music que arrasou, levando o público ao delírio por diversas vezes como na sua versão maravilhosa para Purple Rain. Lugar muito legal para tomar uma cerveja, ou um bom drink, comer um aperitivo e apreciar uma boa música. De preferência em boa compania.

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Sun Studio

Aqui o grande personagem é o ambiente. Haviam muitos objetos históricos, mas a grande atração é escutar as estórias do estúdio que lançou gente como Elvis, Jerry Lee Lewis, Carl Perkins, Otis Redding e tantos outros. O estúdio de gravação tem a mesma estrutura física da sua inauguração, o que muito contribui para o clima mágico da visita. De quebra a chance de tirar uma foto com o mesmo microfone que Elvis gravou seus primeiros sucessos, cortesia de Sam Phillips, o criador do estúdio, que deixou instruções específicas antes de sua morte que aquele microfone jamais poderia ser protegido do público por uma vitrine. Deveria ser manuseado e alvo de fotos.

Foi emocionante. Mesmo.

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