Uma primeira questão sobre o ato terrorista em Boston

Noto um certo constrangimento em usar certos termos na cobertura do ato criminoso em Boston. Só agora começaram a usar a palavra “terror”, embora evitem o uso de “terrorismo”. Por que isso acontece?

A mídia, como a maior parte dos formadores de opinião dos dias de hoje, possuem raciocínio do tipo ideológico. Uma das distorções desta forma de pensar, que é uma destruição da própria inteligência, é a distinção da natureza dos atos em função do agente. 

Não se enganem pelo sofrimento das vítimas. O ideólogo precisa primeiro saber quem executou o ato para depois condená-lo, ou justificá-lo. Tudo depende se foi um de “nós” ou um “deles”. O fim justifica os meios. Um agricultor foi morto a facadas por um grupo de índios depois de amarrado. Silêncio na mídia brasileira. Se fosse o contrário haveriam atores se beijando para exigir justiça.

Eu não preciso saber quem praticou ato para dizer que é injustificável. Seja quem for que cometeu. A diferença de quem tem compromisso à verdade é não ter compromisso com o erro, ou com o horror.

Atos como este só mostram a indignidade humana de intelectuais e jornalistas que justificam o terrorismo para os casos de busca de “justiça social”, esta ficção que matou mais na humanidade que todas as calamidades juntas, desde o início dos tempos!

Mais um capítulo triste da história da intolerância. E querem saber? Quem justifica o terrorismo é cúmplice moral destes covardes. Se não for coisa pior.

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