Inferno, o segundo círculo

the double grief of a lost bliss

is to recall its happy hour in pain

Prosseguindo minha leitura de Inferno, no Canto V, após passar pelo vestíbulo do inferno onde estão os indecisos, aqueles que não assumiram compromissos nem com o bem e nem com o mal, e pelo primeiro círculo, onde estão os pagãos virtuosos, o máximo que um homem consegue alcançar sem Deus, eis que Dante e Virgílio chegam no segundo círculo, onde o sofrimento realmente começa.

O guardião é Minos, o famoso minotauro de Creta, e no círculo um enorme redemoinho conduzem as almas dos que se entregaram aos prazeres da luxúria, uma deformação do amor. Estão lá Cleóprata, Helena de Tróia, Paris, Aquiles e tantos outros. E também Paolo e Francesca, duas almas que permaneciam juntos, tais como foram na Terra.

Francesca foi esposa de um grande general, Giovanni, mas o traiu seguidamente com seu irmão mais novo, Paolo. Descobertos, Giovanni os mata em um acesso de fúria. O fato de ambos sofrerem juntos pela eternidade não significa que o amor permanece mesmo no inferno. Para Dante, para quem estava sofrendo no inferno, por próprio desejo, a lembrança dos tempos felizes agravava a dor e por isso Paolo e Francesca sofriam juntos.

Gustave Dore (1890)
Gustave Dore (1890)
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