Sempre pensamos o pior das pessoas?

Assisti um filme este fim de semana que ao expor os motivos que a levaram a tomar determinada atitude anos antes, uma personagem completa para sua interlocutora, : “mas você imaginou o pior. Isso é normal, sempre pensamos o pior das pessoas“.

Será mesmo?

Observando os debates na internet e nos jornais, nos twitter e facebook, nos blogs, tendo a pensar que sim. Facilmente nos decepcionamos e condenamos uma pessoa baseado em uma opinião ou em um ato que não conseguimos compreender muito bem. Quantas vezes não ouvirmos frases como “essa pessoa morreu para mim”, “depois do que ela disse, não dá mais para conviver”, “uma pessoa que pensa assim só pode ter sérios problemas”. Por que nos deixamos atingir desta forma? Por que um ato isolado pode mudar toda uma opinião sobre alguém?

Será que nos perguntamos seriamente seus motivos? Tentamos imaginar o que levou a pessoa a tomar determinada atitude? Chegamos ao menos a confrontar a pessoa e perguntar por que? Quantas vezes nos afastamos e nem nos damos o trabalho de explicar para a pessoa o que aconteceu?

Está mais que na hora de termos mais fé uns nos outros e partir do princípio que há algum motivo, que normalmente ignoramos, para certas atitudes. Melhor seria relevar e observar mais, tentando entender o que está acontecendo. Cuidado com nossos impulsos. O pensamento que não dá para confiar em ninguém é uma falácia. Se fosse assim não conseguiríamos conviver em sociedade e nossa vida seria um pesadelo.

Temos que lembrar que ninguém pensa exatamente como a gente. Tentar entender uma pessoa, seus motivos e aspirações, é sobretudo um princípio de amor, fundamento maior da tolerância. Termos que ter cuidado com as pontes que derrubamos. Podemos terminar sozinhos e empobrecidos.

 

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2 comentários sobre “Sempre pensamos o pior das pessoas?

  1. Oi Barbara, o filme é o episódio VIII do Decálogo de Kieslowski. Trata-se de uma série de 10 filmes de uma hora, cada um retratando uma situação que evidencia um dos mandamentos. O Filme VIII trata do ‘não levantar falso testemunho’ e conta a estória de uma mulher que recusa-se a mentir para salvar uma criança judia durante a II Guerra Mundial e 45 anos depois elas se encontram.

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