Sobre

Chegando nos 40, depois de muito bater cabeça com meus pensamentos, tento agora dar alguma unidade a tudo que descobri. Estudei um pouco de filosofia, política, economia, religião, história, literatura e o resultado disso tudo foi um monte de informações desconectas, muitas vezes contraditórias.

Li em algum lugar, há algum tempo, que a vida é feita de expansões e consolidações. A expansão é uma manifestação de desordem pois necessariamente rompe com algumas estruturas e pensamentos existentes. Só que não é possível viver em constante expansão, é preciso parar em algum momento e consolidar tudo que se conquistou. É a fase da ordem, da arrumação. 

De um tempo para cá, passei tentar conectar os diversos conhecimentos, meditar sobre como um pensamento econômico se liga a uma corrente filosófica, como a psicologia se liga á sociologia e assim por diante; tudo dentro de uma visão do cosmos dada pela religião. Tenho um longo caminho a percorrer, mas alguns pequenos passos já foram dados e as coisas começam a fazer mais sentido, começam a ter uma idéia de unidade.

Neste blog procuro tentar entender um pouco mais este estranho mundo moderno, em que as coisas muitas vezes não são como se apresentam, ou pelo menos como se consolidaram na cultura contemporânea, tão cheia de lugares comuns e pensamentos vazios.

Não tenho dúvidas que vivemos em um período sombrio para o pensamento livre. Estamos na ditadura do politicamente correto, do sentimento sobrepujando à razão quando deveriam andar juntos. Vivemos um mundo em que se sentir bem é mais importante do que fazer o bem, se sentir bom é mais importante do que ser bom. 

A política está caindo cada vez mais no terreno da demagogia e um novo tipo de populismo parece tomar conta das democracias ocidentais, um que só a força da nova mídia conseguiria promover. A democracia corre o risco de perecer pela impaciência do homem moderno pelos resultados; os políticos são avaliados a cada dia e expostos como nunca. Apostar no futuro é arriscado, o negócio é conquistar o volto aqui e agora. A consequência é que será cada vez mais difícil ter estadistas, aqueles homens especiais que conseguem conduzir seus povos a um futuro melhor. 

O autoritarismo começa a se manifestar de várias formas; não é mais privilégio do estado. Está nos sindicatos, nos jornais, nas escolas, nos grupos sociais, nos próprios colegas. Quem é fumante, gordo, conservador, cristão, etc, sabe do que estou falando. O beautiful people está no poder. E fazendo estragos.

2 comentários sobre “Sobre

  1. Muito obrigada Jota por esta contribuição. Após 25 anos volto a estudar, fazer minha graduação. Não está sendo fácil, mas quero seguir em frente.
    Encontrei o seu blog e gostei muito,você aborda os temas de uma maneira simples e clara, facilitando o entendimento imediato.Por isso, muito obrigada mesmo. Um grande abraço.

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