Atualizando!

Depois de uma semana em Brasília, conseguimos resolver quase todas as pendências e despachar nossa mudança para o Rio. Infelizmente a novela da Receita Federal ainda vai durar um tempinho, mas confiamos que no final tudo se arranja. Pelo menos há boa vontade dos envolvidos.

Sobre Brasília, vimos alguns amigos no pouco tempo que sobrou e pedimos desculpas antecipadas aos que não foi possível encontrar, até porque tinha muita gente viajando de férias.

Ah, sim, o Estádio Nacional é feio. Com força. Um paliteiro de concreto.

Hoje estamos em Uberaba, dando uma rápida passagem para visitar uma bisa muito querida. Veio de presente com meu casamento.

Amanhã estaremos partindo para Resende e na segunda chegaremos finalmente ao Rio. Terça começa o batente.

Vida que segue!

Alterações no blog

Sei que o blog parece meio devagar nos últimos dias, mas é que estou trabalhando em algumas alterações há umas três semanas. Como tempo para todo mundo é um dos recursos mais escassos da vida moderna, alguma coisa tem que ser sacrificada.

Pretendo até o fim de semana apresentar as novidades.

até!

Sobre livros e bibliotecas

Hoje fui na biblioteca pública de Vicksburg. Lembra um pouco a Biblioteca Demonstrativa de Brasília, antiga biblioteca da cidade. A nova, inaugurado a pouco tempo, não serve para muita coisa, como apontou minha amiga Gê em seu excelente post.

Apesar de estar mais arrumada e mais confortável, visualmente os acervos me pareceram semelhantes em tamanho. As duas possuem espaços separados para crianças, programação infantil. Uma das diferenças é que os freqüentadores da biblioteca de Vicksburg estavam realmente lendo e pesquisando livros, enquanto os de Brasília costuma usar a biblioteca para estudar para concursos públicos, essa praga que contribui para arrasar com a possibilidade de verdadeira educação no país, um tema que ainda desenvolverei melhor em outra oportunidade.

Resumindo a Ópera, as duas bibliotecas se equivalem. Ponto para nós?

Redondo engano. Faltou dar a vocês um detalhe importante: Vicksburg tem 30 mil habitantes!!!

Quer outro fato impressionante? O Mississippi é possivelmente o estado mais pobre e de pior índice educacional nos Estados Unidos. Brasília é uma aberração brasileira, a maior renda per capita do país e concentra a nata do funcionalismo público, a grande maioria aprovados em concursos dificílimos. 

Ambas as cidades, apesar da gigantesca diferença entre elas, possuem uma biblioteca pública de mesmo porte! Não é sensacional?

E tem gente que acha que eu sou radical por defender o fechamento imediato do Ministério dos Diplomas (também conhecido por MEC)!

Existe futuro sem educação de um povo?

Fica para reflexão.

Peaches Records

Já no último dia em New Orleans, a caminho do Aquário, descobri a Peach Records, uma loja de discos novos e usados. Não tive como me conter. Além do vinyl novo do The Band, sai com usados do Uriah Heep, Trapeze, Traffic, Midnight Oil, Jethru Tull e Bachman Turner Overdrive.

O pessoal da loja é muito legal e fazem de tudo para te atender bem. Uma senhora que parecia ser a gerente ou dona, conversou um pouco conosco e nos deu uma aula sobre as origens a música americana.

Definitivamente um lugar para mentar no roteiro de New Orleans. Até porque voltaremos à cidade a partir de setembro, quando começa a temporada da NFL. Go Saints!

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Sempre pensamos o pior das pessoas?

Assisti um filme este fim de semana que ao expor os motivos que a levaram a tomar determinada atitude anos antes, uma personagem completa para sua interlocutora, : “mas você imaginou o pior. Isso é normal, sempre pensamos o pior das pessoas“.

Será mesmo?

Observando os debates na internet e nos jornais, nos twitter e facebook, nos blogs, tendo a pensar que sim. Facilmente nos decepcionamos e condenamos uma pessoa baseado em uma opinião ou em um ato que não conseguimos compreender muito bem. Quantas vezes não ouvirmos frases como “essa pessoa morreu para mim”, “depois do que ela disse, não dá mais para conviver”, “uma pessoa que pensa assim só pode ter sérios problemas”. Por que nos deixamos atingir desta forma? Por que um ato isolado pode mudar toda uma opinião sobre alguém?

Será que nos perguntamos seriamente seus motivos? Tentamos imaginar o que levou a pessoa a tomar determinada atitude? Chegamos ao menos a confrontar a pessoa e perguntar por que? Quantas vezes nos afastamos e nem nos damos o trabalho de explicar para a pessoa o que aconteceu?

Está mais que na hora de termos mais fé uns nos outros e partir do princípio que há algum motivo, que normalmente ignoramos, para certas atitudes. Melhor seria relevar e observar mais, tentando entender o que está acontecendo. Cuidado com nossos impulsos. O pensamento que não dá para confiar em ninguém é uma falácia. Se fosse assim não conseguiríamos conviver em sociedade e nossa vida seria um pesadelo.

Temos que lembrar que ninguém pensa exatamente como a gente. Tentar entender uma pessoa, seus motivos e aspirações, é sobretudo um princípio de amor, fundamento maior da tolerância. Termos que ter cuidado com as pontes que derrubamos. Podemos terminar sozinhos e empobrecidos.

 

Vicksburg Riverfest

Vickie Baker arrebentando no Riverfest 2013
Vickie Baker arrebentando no Riverfest 2013

Este final de semana rolou o Riverfest, um festival anual que acontece em Vicksburg. Basicamente trata-se de vários shows que acontecem durante a noite e uma grande feira durante o dia. Uma espécie de mistura de feira hippie com festa junina, pelo menos no que se refere às barracas de comida. E muita fritura!

Tudo muito bem organizado, como é próprio dos americanos. Nada de empurrões, brigas e bêbados sendo arrastado, como acontece nas nossas festa. Eu, que já participei por dois anos da organização de uma festa junina maior do que o riverfest, sei bem o que acontece. E olha que trabalhávamos com público que pode-se dizer restrito!

Enfim, o festival foi muito bom. Destaques para um cara que fazia esculturas de madeira com moto-serras (juro!), uma gigantesca cobra domesticada que as pessoas podiam colocar em volta do corpo para fotografar, alguns artesanatos realmente interessantes e excelentes bandas se apresentando no palco principal.

Dos shows que assisti, o que mais gostei foi o de Vickie Baker. Bem na linha de Sharon Jones, um soul de primeira qualidade com uma banda bem afiada. Até comprei um cd dela no final da apresentação.

Nos divertimos bastante. Infelizmente não estaremos aqui para a próxima edição. É da vida.