Internet, bem ou mal?

A internet é um bem ou um mal para a sociedade? Volta e meia me depara com esta questão que confesso me gera um certo incômodo. Quantas vezes não nos sentimos culpados pelo tempo que passamos na rede? Será a vida online menos verdadeira que a de contato físico? Faz sentido separar vida digital de vida real? Seria melhor um mundo em que internet não tivesse sido inventada como supõem alguns?

Um dos livros que li aponta os problemas de radicalização que o uso da internet pode gerar. Basicamente as pessoas se reúnem por afinidades e só conversam com as pessoas que pensam da mesma forma. Em muitos casos é exatamente o que acontece, só que ao mesmo tempo a internet possibilita alguns foruns interessantes em que pessoas que pensam diferente debatem suas idéias. O orkut, lembram dele?, tinha (ou têm, faz tempo que desativei minha conta) as comunidades que geravam interessantes e acalorados debates. Infelizmente se tornou um reduto de brasileiros e ficou evidente que a imensa maioria de meus conterrâneos não possuem a menor condição para debater qualquer coisa e não é tanto por falta de conhecimento. O problema é falta de respeito e intolerância mesmo. Vide o espetáculo grotesco que é um José Dirceu argumentando.

Já este artigo, que motivou meu post, defende que as pessoas passem mais tempo na internet. Concordo com o autor que esperar uma lavagem de carro pode ser um saco e sou um dos primeiros a usar um smart phone em uma hora destas. Só que por outro lado há evidente exagero quando várias pessoas permanecem no mesmo espaço concentradas em seus gadjets.  Também não trata de efetivamente o que as pessoas estão acessando na rede. Usar a internet como uma simples forma de escapar da realidade entediante parece contradizer a sua própria tese que a internet é tão realidade quanto ficar sentado esperando um serviço ser executado.

Acredito que a internet é uma ferramenta extremamente poderosa. Como ferramenta pode ser bem ou mal usada. Como na maioria das coisas, tudo depende do bom senso e do equilíbrio. Você pode usar o youtube para ver uma palestra sobre um assunto que te interessa, como costumo fazer, ou pode usar para ficar vendo vídeos de bizarrices. Não quer dizer com isso que só possamos usar a rede para coisas elevadas, mas que há tempo para tudo. Gosto de ver vídeos engraçados, as vezes acessar sites e blogs sem muito conteúdo, ter um pouco de diversão.

E você, em que usa seu tempo na internet? Acha que usa demais ou está na medida?

Uma reflexão sobre a tecnologia

Gadget, você não é um aplicativo!

Jaron Lanier

 

Estamos tão acostumados com a cultura tecnológica que poucas vezes paramos para refletir sobre a influência que ela tem sobre nossas vidas. A internet, mp3, facebook, compartilhamento de arquivos, tudo isso é tão presente que não paramos para pensar de onde vieram estes padrões, estas formas de interagir com a tecnologia.

Jaron Lainer é um dos personagens do Vale do Silício, ou seja, é um insider. Foi um dos visionários que na década de 80 ajudaram a criar várias plataformas e paradigmas que usamos até hoje. Agora ele se questiona e coloca para nós a pertinência ou não de uma série de decisões que foram tomadas, boa parte sem o mínimo de reflexão, e que hoje nos limitam ou nos causam uma série de danos. 

Temos a falsa idéia de que se algo na tecnologia não está bom, então um conjunto de gênios mudaria para fazê-lo melhor, ou seja, que o que temos é o melhor possível. Não é bem assim, como Lanier explica, o custo para mudar uma plataforma ou uma solução pode ser impeditivo, ou trabalhoso o suficiente, para alterá-la. Melhor deixar como está.

Como o compartilhamento de arquivos está afetando a classe média artística? O que gerou efetivamente a cultura digital? O que a decisão, baseado nas paranóias da guerra fria, pelo anonimato na rede gera de problemas? O que um novo tipo de conhecimento, baseado na multidão, provoca em nossa cultura? Como a facilidade de cálculo e rapidez nos processos afeta o mercado financeiro?

Lanier é bastante crítico sobre estas questões, aponta algumas soluções e uma série de dúvidas. Tenho me interessado pelo assunto ultimamente e este livro é uma boa fonte de informações e colocação de perguntas para investigação. Realmente, estamos tão imersos na tecnologia e suas possibilidades que não pensamos nem nas suas limitações, nos seus efeitos indesejados, e muito menos na sua influência cultural.

Diferença entre “para”, “cc” e “cco”

Poucas pessoas sabem a diferença entre o “para”, “cc” e “cco” que existem no cabeçalho de um email. Pensam que é tudo a mesma coisa, mas há diferenças. 

Email

  • para – destinatário do email. 
  • cc – do inglês “carbon copy” ou “courtesy copy” ; no português costuma ser traduzido por “com cópia”. São os famosos interessados, mas que não participam da gerência do problema ou necessita tomar alguma atitude.
  • cco – no inglês é bcc “blind carbon copy” e se aportuguesou como “cco” ou com cópia oculta. Significa o mesmo do anterior, só que a pessoa que o recebe não sabe quem mais recebeu uma cópia.

Parece besteira, mas para quem gerencia muitos emails é uma diferença e tanto. E serve também para você saber se precisa tomar alguma providência ou não.

Uma dica: se não quiser que ninguém saiba quem recebeu o email, pois mesmo no cco ainda ficamos sabendo quem está no “para”; basta mandar um email para si mesmo e colocar todo mundo no cco. Prático para uma festa de aniversário que você não quer que as pessoas saibam quem está sendo convidado.

E aí? A informação foi útil?