A hipocrisia dos ecochatos (ou burrice mesmo?)

Um dos problemas dos progressistas em geral, o que inclui os ecochatos, é que eles tem exatamente o raciocínio simplista que acusam seus maiores adversários, aqueles que chamam de direita. Vejamos um exemplo didático.

Depois da polêmica daquele vídeo ridículo protagonizado por atores globais (nossa imitação de Hollywood, inclusive com a mesma “profundidade” de pensamento), ficamos sabendo que a usina de Belo Monte funcionaria com o sistema de fio d’água e não o de reservatório, o que implica em uma área alagada menor. Parece que este é o novo modelo a ser utilizado, atendendo às pressões ambientalistas. Parece tudo razoável, não é? Uma vitória para os verdes que evitam um projeto mais agressivo.

Só que tem um custo. A usina fio d’água tem um menor fator de capacidade que a de reservatório, o que significa que produz menos energia por potência instalada.

Desde o apagão o Brasil investiu os tubos em termoelétricas para complementar nosso sistema. Significa que toda energia que deixa de ser produzida em uma hidrelétrica é compensada com… termoelétrica!

Ou seja, para evitar o dano ambiental pelo alagamento se faz a opção por queimar combustível! Não é uma maravilha?

Duas hipótese para os ecochatos. Ou são hipócritas, ou seja, sabem exatamente o que está acontecendo mais querem vender a vitória parcial sabendo que pouca gente consegue associar uma coisa com outra e perceber o custo final. É o clássico de gastar 100 reais para economizar 10. Uma das grandes leis da administração pública: não poupa dinheiro para economizar.

A segunda hipótese é a da burrice. Não sabem como está sendo produzida a energia que a usina deixou de produzir. Na cabeça deles simplesmente deixa de ser produzida e pronto. Só que o mundo real é bem diferente, a sociedade precisa de energia e ela será entregue. Nenhum governo quer conviver com um apagão não é Dilmá? Portanto, toma queima de combustível!

E todos ficam felizes!

E aí o que vocês acham? Hipocrisia ou burrice?

Anúncios

Rio + 20

Parece que a primeira conclusão sobre a Rio + 20 é que o predomínio dos radicais alarmistas terminou de vez. Antes um reduto de ONGs e políticos interessados no voto verde, essa conferência mostra que o racionalismo ganhou finalmente espaço na discussão, o que naturalmente revoltou os ecochatos. Mais setores da sociedade passaram a participar como o agronegócio e a indústria, e fica cada vez mais claro que a preservação do meio ambiente deve ser feita em bases racionais, levando em conta as necessidades da população e não os sonhos utópicos que podem ser resumidos no filme Avatar, aquela baboseira filmada por James Cameron. Quem quiser que vá abraças árvores e exaltar o panteísmo na mãe natureza, mas não queiram obrigar o resto do mundo a seguir essa pseudo-religião.

Sim, o meio ambiente deve ser preservado e protegido, mas tudo tem limites. Há algum tempo que venho dizendo que o alarmismo de gente como Al Gore no longo prazo iria contribuir para o descrédito de uma boa causa. Já argumentaram comigo que se não fosse assim, ninguém nunca faria nada. Qualquer causa que precisa de contar mentiras para convencer alguém está com problemas em sua própria natureza. É possível sempre avançar através do entendimento e da compreensão dos problemas reais, e se observarmos bem isso tem sido feito. Não há como comparar a consciência ecológica das pessoas hoje com a de vinte anos atrás. Ao contrário do que os xiitas do ambientalismo gostam de cantar, isso acontece apesar da pregação deles e não por causa deles.

A Rio + 20 serve também para mostrar os absurdos de parte desses ecochatos com suas ONGs, só de nome claro, que se mostram como um verdadeiro circo ambulante. Basta olhar as fotos das figuras que andam pelo Rio de Janeiro, cada coisa medonha.

A gritaria dessa gente só mostra que finalmente a razão está triunfando. Para o bem do próprio planeta.