The Catcher in the Rye (J. D. Salinger)

A adolescência pode ser certamente um tempo de grande confusão, de indecisão. A vida adulta se aproxima cada vez mais rapidamente e muitas vezes é difícil lidar com a responsabilidade que se aproxima. Afinal, visto de fora, os adultos parecem seguros, sabendo o que estão fazendo, ao contrário do jovem que está terminando o colegial e não sabe nem que carreira deve seguir.

Com 17 anos, Holden Caulfield é o anti-herói da novela de Salinger, um dos grandes da literatura americana. Poucas vezes vi um protagonista tão difícil de se identificar ou de gostar quando ele. Praticamente tudo a sua volta é capaz de deixá-lo depressivo, como diz o tempo todo. Amigos? Tirando seus irmãos, mortos e vivos, ninguém parece ser bom suficiente para ele. Irônico, mordaz, passa o tempo todo criticando a tudo e a todos. Se a idéia era mostrar a inadequação do jovem com o mundo em que vive, Salinger não podia ter sido mais perfeito. A impressão é que Holden realmente não pertence a este mundo.

Várias vezes as pessoas a sua volta tentam abrir pontes de comunicação com ele, mas ele as derruba com urgência, fechando-se na carapuça que criou para si mesmo. O mundo de Holden não tem lugar para ninguém, apenas para ele e talvez alguns escolhidos.

Há espaço para sensibilidade em sua vida, mostra talento para ser escritor. Só que sua narrativa é uma profusão de fluxos de consciência cada vez mais intricados e confusos. Expulso mais uma vez de uma escola, vaga por Nova Iorque tentando descobrir a forma de voltar para casa. Ou não.

É considerado um clássico da literatura americana mas confesso que achei um tanto massante. Depois de um tempo já não aguentava mais a ladainha de Holden e minha vontade era de gritar: para de choradeira e trata de arrumar sua vida! O que talvez tenha sido exatamente a intenção de Salinger, nos mostrar o que se passa na cabeça de um irritante adolescente que parece incapaz de escutar qualquer coisa racional e que não vai ser com gritos que conseguiremos alcança-lo. Pode ser.

Por outro lado me parece um jovem sem humildade, que se sente superior a todo mundo mas que não consegue admitir sua própria visão orgulhosa e preconceituosa. As pequenas brechas de afeto legítimo de Holden é a única coisa que o impede de ser um perfeito imbecil e nos faz ainda torcer um pouco por ele. Só que logo a seguir ele estragava tudo sendo ele mesmo.

Definitivamente não entrará na minha lista de clássicos da literatura. Sorry Salinger. Eu tentei!

Contos Amazônicos (Inglês de Sousa)

Quanto mais eu leio a literatura brasileira, mais dou valor aos poucos bons escritores que tivemos. É muito ufanismo falar de uma suposta riqueza das nossas letras, querer colocar nossos autores acima do que realmente são e fazer com que se passem por algo que não são. É preciso ter a coragem de reconhecer que temos pouco do que se orgulhar e este pequeno livro de contos do paraense Inglês de Sousa é uma de nossas boas obras.

Lançado em 1893, essa coletânea mostra um pouco o que era viver no interior da Amazônia no final do século XIX. Misturando situações rotineiras, fantasia e uma pitada de crítica social, Inglês de Sousa faz um interessante mosaico desta região tão desconhecida para a maioria dos brasileiros, ainda nos dias de hoje. Para tornar tudo ainda melhor, sua prosa é interessante e de rara beleza. Consegue envolver o leitor e fazê-lo acreditar que a tragédia que parecia inevitável não irá se concretizar, para depois cair do cavalo. Coisa de mestre.

Tem um pouco de tudo. Um jovem pescador que vive com uma velha mãe e acaba recrutado a força como “voluntário da pátria”; um tenente positivista que resolve colocar à prova uma velha feiticeira; um vaqueiro que conta a vez que não conseguiu apanhar um rebanho em uma missão que parecia fácil até demais; um baile com um estranho cavalheiro que não tirava o chapéu, o expectativa e explosão de violência de uma quadrilha famosa e lendária; um mulato, ex-rebelde da revolução pernambucana que vive um dilema moral entre seus ideais e a honra em plena cabanada.

Aliás, este último conto é na verdade uma pequena novela, e um tapa na cara de muito esquerdista de miolo mole que acha que o mais fraco sempre tem razão e que uma causa nobre justifica qualquer violência.

nós não matávamos os velhos e as crianças, nem roubávamos os bens alheios. Se derrubávamos sangue foi em combate, expondo a nossa vida sempre em número inferior ao das tropas legais. E os cabanos que fazem, que querem? Dizem que são brasileiros, mas roubam e matam brasileiros. Dizem que são religiosos e tementes a Deus, mas matam padres, mulheres e crianças. E querem comparar-se conosco? Então a onça traiçoeira pode comparar-se ao cachorro que ataca de frente? Que vieram vocês buscar aqui? Não sou tão brasileiro como o melhor cabano? E que valentia é essa vir assim tanta gente atacar o sítio de uma pobre velha, viúva de um brasileiro que os marinheiros do Pará mataram de desgostos?

Um discurso que poderia ser proferido no meio da guerra civil espanhola ou em uma peça de Shakespeare. Uma lição para quem acredita que os fins justificam os meios.

Contos Amazônicos é um dos melhores livros de contos que já li, incluindo os grandes da literatura universal. Se estiver certo e realmente tivermos poucas obras para nos orgulhar, essa é uma delas. Com toda certeza.

Uma Fábula (Faulkner)

Existes livros que nos desafiam, nos instigam, exigem toda nossa capacidade e mais um pouco. Uma Fábula é um deles. Se tudo que desejam é um passatempo, fugir da realidade, viver uma fantasia, uma leitura ligeira; fujam desse livro como o diabo foge da cruz. Vão odiá-lo com todas as suas forças. Mas se quiserem ter uma dessas experiências que nos elevam, que nos fazem fechar o livro e nos perguntar o que o autor está tentando comunicar e finalmente ter aquela sensação indescritível de estar conseguindo entender partes de uma grande imagem, que começa a se formar como um gigantesco quebra-cabeças, mesmo que com peças faltando, é um livro inesquecível.

Faulkner ganhou o nobel da literatura _ de vez em quando eles acertam _ em 1950. Levou 9 anos para escrever e publicar este estranho livro que deixou os críticos da época perplexos. A grande maioria odiou-o; chegaram a reclamar de desleixo do autor. Hoje é estudado no detalhe e acredito quando dizem que não há nada fora do lugar e que tudo foi cuidadosamente planejado.

A estória se passa na I Guerra Mundial, quando um regimento francês de 3000 homens se amotina, recusando-se a lutar. Perplexos, os alemães do outro lado não aproveitam a oportunidade para destruir o regimento e deixam de lutar. A coisa se espalha pelas trincheiras e logo ambos os lados estabelecem uma trégua inexplicável e não combinada. Os Generais ficam perplexos e começam a lidar com a situação. Estaria ali o sentido da fábula? É necessário que hajam dois exércitos para uma guerra?

Aos poucos vamos descobrindo os detalhes. No início, há apenas um desfile do regimento amotinado que chega prisioneiro à própria cidade em que foi recrutado. Em um caminhão, segue o grupo que liderou o motim, composto por 13 homens.

O líder é um cabo e o desfile se dá em uma quarta-feira. O Marechal francês, comandante do Exército, descobre que este cabo é seu filho ilegítimo quando é confrontado por um grupo de mulheres, as duas irmãs e a esposa, uma prostituta, do cabo. A pena para o motim é a morte, e o cabo deve ser executado na sexta feira. Quer mais? Prestem atenção:

  • um dos 12 havia traído o movimento, que no fundo tinha sido permitido pelo Marechal que planejou se utilizar dele para ascender  politicamente;
  • outro dos 12 não pertencia ao grupo, tinha um documento para provar. Negou fazer parte do movimento.
  • O Marechal leva o cabo para o alto de uma montanha e mostrando a cidade faz a ele três propostas para livrá-lo da morte;
  • o cabo é executado amarrado a um poste de madeiro, no meio de dois oficiais;
  • Depois de enterrado, o local é bombardeado pelos alemães. As suas irmãs correm para o local e descobrem apenas pedaços do cachão. Nenhum sinal do corpo.

Perceberam a densidade da coisa? Os paralelos? E não pensem que a leitura é fácil. São verdadeiros fluxos de consciência em que diversos narradores, inclusive o onisciente, contam usando uma linguagem cuidadosamente ambígua estórias que se cruzam. A narrativa não é linear e existem frases que se estendem por inacreditáveis 12 linhas e parágrafos de 3 ou 4 páginas. 

Ler Uma Fábula parece coisa de masoquista, mas como muitas coisas na vida, o esforço tem sua recompensa. Um grito sufocado contra a guerra que ao invés de discursos vazios nos mostra imagens da irracionalidade da matança entre seres humanos. Cada imagem forma um imenso mosaico, um quadro terrível, e belo, da suprema irrealidade da guerra. Um quadro que não se torna nítido imediatamente, mas que vai se compondo aos poucos, a cada reflexão, a cada vez que pensamos na experiência que é ler essa verdadeira obra prima.

Simplesmente brilhante.

 

cotação ✭✭✭✭✭

Muita Retórica, Pouca Literatura

Rodrigo Gurgel constata algo que deveria ser óbvio para nós brasileiros, mas que fica escondido sobre um ufanismo tolo: nossa literatura é formada por alguns bons escritores. E só. A grande maioria das obras colocadas no panteão nacional por gerações de críticos que deixaram de fazer seu papel é pura retórica. São livros sem profundidade, com excesso de rebuscamentos, teorias filosóficas furadas, esquemáticos, ou seja, tudo que um bom crítico teria obrigação de apontar e explicar.

É o que Gurgel faz no conjunto de pequenos ensaios críticos sobre as obras de vários autores brasileiros do fim do século XIX. Sobra para todo mundo. Mesmo Dom Casmurro de Machado tem seus reparos apontados; assim como seus evidentes méritos. Aliás, mesmo nas obras que Gurgel considera piores, como O Cortiço, ainda consegue pescar seus poucos, mas existentes, valores.

Quanto a José de Alencar, ao invés de descascar o que considera verdadeiras bombas como O Guarani, prefere destacar um dos seus poucos bons romances como Lucíola. Outros são simplesmente devassados como Graça Aranha, Afonso Arinos, Raul Pompéia, Aluísio Azevedo. Vejam um exemplo analisando a obra O Crioulo de Adolfo Caminha:

Há adjetivos às pencas. Nem José de Alencar conseguiu usar tantos (…)Tal maçante retórica irá perseguir o leitor até a última linha desse conto à força estendido. 

Mas Gurgel não é só críticas negativas e chovem elogios para livros como Minha Formação (Joaquim Nabuco), Faustos da ditadura militar no Brasil (Eduardo Prado), Contos Amazônicos (Inglês de Sousa) e o citado A Retirada da Laguna (Taunay).

Um livro que tem o mérito de não só colocar uma perspectiva mais real sobre algumas obras de nossa literatura como apresentar alguns autores que ficaram esquecidos na história e que merecem ser resgatados. É alvissareiro saber que ainda existem críticos de verdade no Brasil e não apenas aquela cambada de puxa sacos que escrevem todos os dias nos suplementos culturais de nossos grandes jornais.

Cotação: ✭✭✭✩✩

Ficciones (Jorge Luis Borges)

Um texto é composto por várias camadas. Uma imediata, a do sentido literal ou quase literal, e as demais, a de evocações. Por isso já disseram que para ler um único livro é preciso ter lido vários, pois em uma única frase pode haver uma evocação a toda uma cultura, a um mundo inteiro de significados. A arte trabalha com comparações, metáforas, parábolas, enfim, com todo um imaginário que existe não apenas para o autor, mas principalmente na mente do leitor. Muitas vezes a falta de conteúdos básicos de uma base comum de significados impede que sejamos capazes de apreciar um grande autor e sua obra.

Quem ler Jorge Luis Borges e não for capaz de transcender essa camada mais imediata, jamais vai compreendê-lo, muito mais apreciá-lo. Aliás, essa frase do único livro é dele; sabia muito bem do que estava dizendo. Borges foi um grande contista e um conto já tem em si toda uma compactação de idéias que exige muito mais do leitor. Em um romance uma frase pode se transformar em uma sequência de parágrafos; no conto o autor utiliza o mínimo de palavras para transmitir uma idéia. A concisão é a grande arma de um contista, mas não se trata de uma concisão simplificadora, mas de uma compactação absurda de idéias e principalmente, de evocações. A riqueza de um conto está na capacidade do autor de dialogar diretamente com nosso imaginário, com a cultura que existe armazenada em nossa memória.

El propósito que lo guiaba no era imposible, aunque sí sobrenatural. Quería soñar un hombre: quería soñar-lo con integridad minuciosa e imponerlo a la realidad.

Quantos leitores seriam capaz de perceber que Borges estava tratando do problema da ideologia? Que estava evocando que para um ideólogo quando suas idéias entram em choque com os fatos, pior para os fatos? Que a concepção que se pode impor à realidade um homem ou uma idéia pode originar grandes tragédias? Todo o maravilhoso conto las ruinas circulares trata do tema. Quem o lê na camada imediata, no máximo ficará intrigado com um misterioso feiticeiro que deseja sonhar um homem perfeito e que este homem se torne real. É preciso ter um pouco te cultura filosófica para perceber que Borges está evocando Berckey quanto conclui seu conto:

Con alivio, con humillación, con terror, comprendió que él también era una apariencia, que otro estaba soñándolo.

E o que dizer de uma estranha loteria na Babilônia que começou da forma tradicional, sorteando números para quem jogava e lentamente evoluiu para um modelo em que todos participam obrigatoriamente participavam, sem necessidade de inscrição, e se sorteavam tanto a sorte como o azar, inclusive a morte? Não seria nossa própria vida um jogo de azares?

E o labirinto em El jardín de senderos que se bifurcan que é um conto policial, no estilo chestertoniano de que o conto policial é o retrato perfeito dessa estranha coisa que é a vida, mas ao mesmo tempo uma gigantesca reflexão sobre o tempo e as realidades possíveis? Ou criar um autor imaginário e fazer a análise literária de suas obras para discutir a arte e suas possibilidades como em Examen de la obra de Herbert Quain? Ou um pobre jovem que depois de um acidente se torna incapaz de esquecer qualquer coisa?

Se um dia um livro de contos de Borges cair em suas mãos e não entender nada do que ele está falando ou achar tudo muito pueril, sem graça, faça um favor para si mesmo. Guarde-o com carinho e trate de continuar lendo, adquirindo cultura. Depois de um tempo, pode ser anos, volte a ele. Vai agradecer aos céus tê-lo guardado.

Ficciones é considerado a obra-prima de Borges. Não tenho a pretensão de dizer que captei todas as referências do autor, mas o que captei foi o suficiente para entender o que foi Jorge Luis Borges. E o que não captei me abre todo um caminho de possibilidades para o futuro. Um livro para ler e guardar, ler novamente e guardar, assim como os labirintos circulares de seus contos. Cada leitura será um novo patamar de cultura, um guia para identificar nosso próprio enriquecimento pessoal. A alegria de entender do que Borges está tratando é indescritível. Cada pequena idéia. 

Cotação: ✭✭✭✭✭

Vênus, de Canova

 

Em O Reino Deste Mundo, obra-prima de Alejo Carpentier, o escravo Solimám fazia massagens em Pauline Bonaparte, durante o tempo que ela passou no Caribe. Ela se divertia com a impossibilidade do escravo e provocava-o sem pudor. Depois da morte do marido, ela retornou para a Europa e Solimám terminou no Palácio do rei Henry Christophe, no Haiti.

Depois que este foi deposto, se exilou junto com a família do primeiro monarca haitiano em Roma. Durante uma excursão pelo palacete onde estavam, encontrou esta estátua e ao apalpá-la reconheceu as formas de Pauline Bonaparte e entra em um estado de loucura diante da perfeição da obra.

Tratava-se da Vênus, de Antonio Canova, esculpida entre 1805 e 1808. Hoje está exposta na Galleria Borguese, em Roma.

VenusVictrix

Tutores literários

O mundo da literatura é tão vasto que aquele que resolve abraçá-lo fica perdido, imerso na agonia de conseguir ler apenas uma fração de todos os textos disponíveis. Invariavelmente se pergunta onde começar ou qual livro ler a seguir.

Graças a Deus tenho bons professores, que me passam dicas preciosas do que ler a seguir. Aliás, eles são tão bons que suas dicas estão disponíveis para quem quiser. Apresento meus tutores de literatura.

a) Mário Vargas Llosa – Principalmente através de duas obras: ” A verdade das Mentiras” e “Cartas a um Jovem Escritor“. No primeiro livro, ele analisa diversos romances modernos. Foi com esta obra que aprendi que um bom livro tem diversas camadas de significados. Lembro que quando li o ensaio sobre Morte em Veneza descobri o quanto minha leitura tinha sido preguiçosa e pobre; um universo de significados tinha escapada totalmente à minha percepção. No segundo livro, Mario Vargas exemplifica as diversas técnicas narrativas através dos romances e contos clássicos da literatura. A partir destes dois livros, montei uma lista para seguir, meu guia para me orientar no universo de possibilidades.

O único problema é que tenho que lidar com o fato de já ter uma opinião sobre o livro antes de lê-los. Por causa disso, só leio o livro depois de esquecer da análise de Mario Vargas sobre a obra em questão.

Outra dica preciosa são dos romances latino-americanos, coisa difícil de obter de outras fontes.

A Mario Vargas agradeço as dicas que me levaram a ler Enquanto Agonizo (Faulkner), A Outra Volta do Parafuso (James), O Estrangeiro (Camus), O Lobo da Estepe (Hesse), O Reino Deste Mundo (Carpentier) e os contos de Jorge Luis Borges.

b) Charles Von Duren – Ainda estou lendo A Joy of Reading, um excelente guia para 189 autores que não podemos deixar de ler e suas principais obras.  O livro tem a felicidade de realmente despertar o interesse para ler as obras citadas, além de ter uma lista de leitura para dez anos.

Graças a ele me animei para ler A Ilíada e Odisséia, as peças de Ésquilo e as peças modernas de Moliére e Samul Becket.

c) Olavo de Carvalho – Digam o que quiserem do cara, mas ele tem muito bom gosto! Dele tirei também a idéia de ter um lista de livros permanente. Agradeço particularmente as dicas dos livros de Lima Barreto.

Lista livros
Minha lista de livros

d) João Pereira Coutinho – O português, melhor crítico da cultura atual, é meu principal guia para o que está sendo produzido  mais recentemente, além dos clássicos. Saindo um pouco dos romances, tenho uma dívida por dicas de obras de análise literária, biografias e reflexões atuais.

Foi a partir dele que cheguei a Evelyn Waugh, um escritor quase abandonado pela crítica mundial, e em Philiph Roth.

e) Roberto Gurgel – Foi através de Olavão que cheguei a esse crítico paranaense, também com excelente dicas. Gurgel foge do lugar comum de ficar bajulando os monstros sagrados brasileiros e faz uma crítica séria as obras do nosso canône. Um exemplo é o picadinho que faz das principais obras de José Alencar e os diversos reparos que faz a Dom Casmurro.

Acabou de publicar um livro de análise que já está originando um novo acréscimo à minha lista de livros, desta vez com obras brasileiras como Lucíola de José Alencar.

f) Thomans Mann – Meu guia para a literatura alemã e contos de Dostoievski. Só por causa dele chegaria em uma peça, e que peça!, de Gotthold Lessing, Emília Galotti.

Estes são meus tutores literários principais. Há outros evidentemente, mas com certeza só das dicas desses que citei já dá uma boa lista. Boa leitura!