Expandindo fronteiras: ópera!

A Flauta Mágica (Mozart)

 

Esta semana passei pela experiência de assistir e escutar minha primeira ópera; mesmo que na televisão. Por puro acaso, comecei pela Flauta Mágica, de Mozart.

A Ópera conta a estória do príncipe Tamino, que parte para salvar a princesa Pamina, filha da Rainha da Noite, que estaria prisioneira de Sarastro, inimigo da Rainha. Para essa jornada, conta com a ajuda de Papageno, um caçador de pássaros. Depois de encontrar Pamina e descobrir que a verdadeira vilã é justamente a Rainha, Tamino é iniciado por Sorastro nos caminhos do verdadeiro conhecimento para que possa ser o homem a finalmente derrotar a Rainha.

Quando compôs a Flauta Mágica, Mozart e o letrista Emmanuel Schicknader estavam profundamente influenciados pela maçonaria e pelo iluminismo. Por isso, a ópera é cheio de simbolismos e referências. Li em algum lugar que Pamina representaria a Aústria, que na época estaria dividida entre o absolutismo da Imperatriz Maria Teresa, anti-maçonaria, e Sarastro seria Van Born, chefe de uma importante loja maçonica. Tamino seria o filho de Maria Teresa, José II, que sucederia a mãe no trono, mas influenciado pela maçonaria e pelo iluminismo. Papageno seria o homem comum, sem o conhecimento, mas que teria idéias inatas de felicidade, sobretudo pela formação de uma família.

Depois de superar a dificuldade inicial de escutar músicas cantadas em alemão, acabei entrando no mundo criado por Mozart e Schicknader.  A versão que assisti foi uma da Royal Opera House, dirigida por Sir Colin Davis, e comprei no itunes uma versão da Filarmônica de Berlin gravada em 1955 (com incrível qualidade). A ária da Rainha da Noite, interpretada por Diana Damru é de deixar de boca aberta, o que é aquilo! Além de magníficas canções como a que Tamino vê a imagem de Pamina pela primeira vez, a das três damas da noite salvando Tamino da serpente e o engraçadíssimo dueto de Papageno e Papagena.

Interessante que o ideal de felicidade de um casal formado por pessoas comuns implicassem em um grande número de filhos. Papageno e Papageno certamente têm muito a ensinar para as novas gerações!

 

 

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Primeira Ópera

Não estranhem, mas estou assistindo minha primeira Ópera.

Tudo começou com uma ida despretenciosa à Livraria Leitura, no Shopping Terraço. Vi uma promoção de uma coleção de discos clássicos da Revista Bravo! e como tinha acabado de ler O Lobo da Estepe, em que o protagonista conversa em pessoa com Mozart, acabei comprando a edição do músico. Para quem não sabe, dividiram a edição dedicada à Mozart em duas partes e como não tinha a primeira, optei por comprar a segunda.

Quando cheguei em casa descobri que era de Óperas, com trechos selecionados de A Flauta Mágica e Don Giovanni. Ok, vamos em frente, abrir um pouco a mente. O folheto é muito bom, inclusive com pequenos textos explicando cada faixa. Procurando na internet, li um pouco sobre a peça da Flauta Mágica e me interessei muito pela história. “Comprei” a ópera em vídeo e comecei a assistir. Ontem vi a primeira metade, espero ver a segunda amanhã.

Sem palavras para a Rainha da Noite, vivida por Diana Damrau. Sinto que estou começando uma nova jornada. Fiquem com o vídeo abaixo.