State of the Union

Hoje é um dia importante na simbologia do presidencialismo americano; é o dia do discurso do State of the Union.

A tradição tem sua raiz na constituição americana que prevê que o Presidente da República se dirija anualmente ao Congresso para informar a situação da nação e sua agenda legislativa.

He shall from time to time give to Congress information of the State of the Union and recommend to their Consideration such measures as he shall judge necessary and expedient.

A data do discurso varia entre meio de janeiro e meio de fevereiro e é televisionado para todo o país.

O partido de oposição realiza em seguida sua resposta ao State of the Union, em um estúdio fora do Congresso e também televisionado. Nos últimos anos o discurso de resposta foi feito em inglês e espanhol e este ano caberá ao senador republicano Marco Rubio apresentar as duas versões. Rubio, de origem latina, é uma das apostas do partido para 2016.

A aposta nos comentaristas políticos por aqui é que Obama seguirá o tom do seu discurso de inauguração do segundo mandato, partindo para o confronto com os republicanos. Para quem foi eleito em 2008 promentendo ser um presidente acima da disputa entre os partidos, fica mais uma promessa de campanha jogada no lixo. Sob aplausos da maioria dos democratas que querem mesmo é ver o sangue derramado.

A conferir.

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Primavera árabe faz mais uma vítima

Só se iludiu com a primavera árabe quem quis. Sim, Kadafi era um tremendo de um mau caráter e bandido, mas o que foi colocado em seu lugar? Como o apoio explícito de Obama, França e Inglaterra se uniram para interferir em uma guerra civil e escolher o governo líbio. Nenhum dos lados era flor que se cheirasse, mas pelo menos um deles não representava mais perigo para o ocidente.

Escolheram o lado anti-ocidente e o resultado não para de se mostrar ao longo do mundo árabe. Agora mataram o embaixador americano na Líbia. Não estou dizendo que foi o governo líbio que praticou o ato, mas sim que criou as condições para que os assassinos se sentissem suficientemente livres para fazer o que quiseram. Assim como o próprio governo americano faz ao namorar extremistas islâmicos.

E o que faz Mr Obama? Em plena campanha eleitoral, declara que a justiça será feita. Li em algum lugar que sempre que alguém brada por justiça no fundo quer mesmo é vingança! Bonito para um nobel da paz, não? E como fica aquela estória que os republicanos são belicosos e os democratas pacifistas? A gestão democrata só conseguiu até agora transformar o Oriente Médio em uma confusão muito maior do que quando assumiram o governo.

Que os eleitores americanos façam a coisa certa e tirem esse pessoal do comando da política externa americana. Só está fazendo o mundo mais inseguro do que era há quatro anos.