Escapou!

No meu post sobre algumas letras do último disco do Rush, acabei não percebendo os versos abaixo da música Wreckers.

All I know is that sometimes you have to be wary of a miracle too good to be true,
All I know is that sometimes the truth is contrary everything in life you thought you knew
All I know is that sometimes you have to be wary, ‘cause sometimes the target is you

Isso resume bem o debate que vivemos hoje, e talvez sempre. Toca um dos principais guias que temos que ter em nosso pensamento, a relação com a realidade. Aquele que busca a verdade deve ter a humildade de saber que pode estar totalmente errado sobre o que acredita, e deve ser capaz de admitir o erro. Muito poucos intelectuais são capazes disso; até porque o nível de vaidade é muito grande em quem se acha superior aos outros.

Um grande exemplo da postura correta foi o de Euclides da Cunha. Durante a campanha de Canudos, como jornalista, escreveu uma série de artigos denunciando que os ingleses estavam por trás do movimento, que eram de inspiração monarquista, que tinham armas financiadas por senhores rurais dispostos a derrubar a república.

Conversando com os sobreviventes e depois de tudo que observou em Canudos, Euclides percebeu que esteve completamente errado o tempo todo. O movimento realmente era de origem messiânica e sua oposição à república era consequência de seus ideais e não de um movimento organizado para tal. O que fez o jornalista? Escreveu Os Sertões. Estava aí seu pedido de desculpas pelos erros de interpretação.

O grande Mário Vargas Llosa percebeu o que Euclides da Cunha tinha feito e não escondeu sua fascinação por um intelectual que teve a humildade de reconhecer seu erro. Resultado? Escreveu A Guerra do Fim do Mundo, produto de sua extensa pesquisa sobre Canudos.

Não por acaso o próprio Mário fez seu mea-culpa sobre a fascinação que teve por Fidel Castro, como pode ser visto em seu livro Sabres e Utopias.

Quantos intelectuais hoje são capazes de reconhecer os próprios erros? A maioria prefere morrer acreditando no que considera verdade, ignorando tudo que acontece à sua volta. Um grande exemplo é Chico Buarque, que vai morrer abraçado ao mito de Fidel, ou Saramago, que morreu abraçado à utopia comunista, a maior ceifadora de vidas da humanidade.

Aliás, boa parte das vítimas do comunismo foram comunistas,entusiasmados aliás. Isso é próprio de toda revolução e a francesa já demonstrou isso.

 All I know is that sometimes you have to be wary, ‘cause sometimes the target is you.

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Letras de Música – Rush

Ganhei de aniversário um conjunto de cadernos de bolso do tipo Moleskine, só que feitos em casa por dona patroa. Por mais que use a tecnologia, não tem jeito; escrever no papel para mim ainda é insubstituível. Com uma caneta tinteiro então…

Eu já tenho um conjunto de cadernos que uso para as mais variadas finalidades. Diário, caderno de estudos, anotações do dia-a-dia, livros para ler, pensamentos, etc.

O que fazer então com os três cadernos que ganhei?

Esta semana solucionei o problema de um; ficou destinado a letras de música. A primeira página foi preenchida com trechos do album que estou escutando no momento, trata-se de Clockwork Angels, o último do Rush. Tem uma temática futurista, resgatando um pouco do que a banda fazia nos anos 70.

Foram para o cadeno os seguintes trechos:

 

On a road lit only by fire
Going where I want, Instead of where I should

Lembra que nem sempre o que queremos é o melhor para nós.

 

In a world where I feel so small
I can´t stop thinking big

Esperança em um mundo opressivo?

 

I was brought up to believe
the universe has a plan
we are only human
it’s not ours to understand

Uma crítica ao conformismo de acreditar que o homem é incapaz de compreender certos mistérios.

 

I lack theis smiles and their diamonds;
i lack their happines and love,
I envy them for all those things,
I never got my fairshare of

Sinto arrepios toda vez que ouço falar “my fairshare”. Milhões já morreram por causa dessa idéia.

 

All my ilusions
projected on her
the ideal, that I wanted to see

Projetar uma imagem em uma pessoa; pior ainda quando a imagem é de um ideal.