Hail Ravens!

Flacco jones ravens 0

O primeiro tempo foi de um time só. O Ravens, comandando por um inspirado Joe Flacco passou por cima do 49ers. Foram 3 TD contra 2 FG, fechando o placar em 21 x 6. 15 pontos no intervalo? Difícil de virar, ainda mais em um superbowl.

Ainda mais quando no primeiro segundo, no retorno do kick off, Jones correu 108 jardas para marcar um recorde no superbowl. Com 28 x 6, a coisa parecia decidida. Só para terem uma idéia, a maior virada na história do jogo foi de 10 pontos. O 49ers tinha a tarefa hercúlea de tirar 22 pontos.

E quase conseguiu. Foi a vez de Kaepernick, até então criticado no jogo, aparecer e conduzir seu time a 17 pontos seguidos. O momento passou a ser inteiramente do time de San Francisco; o Baltimore parecia perdido e sem capacidade de reação.

Então o MVP do jogo, Joe Flacco, chamou a responsabilidade e passou a acertar passes precisos, levando o time a mais 2 FG. Entre os dois chutes, um TD de Kaepernick. O 49ers tentou a conversão de 2 pontos para empatar o jogo, mas falhou.

Novamente Flacco levou seu time para a red zone. O TD não veio, mas sim preciosos 3 pontos. 

Faltando 4 minutos, com 5 pontos atrás, o San Francisco só precisava de um TD. E chegou bem perto. Foram 4 tentativas na linha de 5 jardas mas a defesa do Baltimore fez sua parte. 

O time ainda cedeu um safety para gastar o tempo, reduzindo a diferença para 3 pontos e 4 segundos no relógio.

O 49ers teve a chance de um milagre. Tinha que fazer o TD no retorno do kick off. Mas o time especial do Ravens fez o que se esperava dele e impediu o retorno.

Pela segunda vez, e com muita emoção, o Ravens ficou com o superbowl. O San Francisco perdeu o seu pela primeira vez na história, pois até então tinha vencido as seis finais que disputara.

O Ravens pode não ter sido o melhor time do campeonato, mas teve Joe Flacco e coração de sobra para vencer contra todas as expectativas. Um time que passa por Denver Broncos, New England Patriots e San Francisco 49ers merece toda a deferência.

Felizmente a reação do time de San Francisco deu emoção à final, que ameaçava ser um passeio de um time só. Melhor para quem assistiu o jogo. Mais uma vez o superbowl foi definido da última bola.

Agora é esperar até setembro pela próxima temporada. Hail Ravens!

Avante, Ravens!

Foi equilibrado até o intervalo; depois o Ravens passou sobre o Patriots como um trator.

Grande mérito da vitórica cabe à defesa do Ravens que conseguiu segurar o excelente ataque do Patriots, que vinham sem seu principal WR mas mesmo assim era um dos melhores da liga.

Só que não foi desta vez que Ray Lewis aposentou. E Flacco fez sua parte, cada vez mais seguro do seu jogo.

Agora temos um superbowl para lá de improvável, pelo menos levando em conta as previsões de início de campeonato. Ninguém apostava uma ficha em Ravens e 49ers.

Assim que é bom!

Primeiro finalista: San Francisco 49ers

O 49ers começou muito mal, tomando 17 pontos do Falcons, que até então dominava com tranquilidade. Em duas posses de bola, o time de San Francisco não tinha conseguido 10 jardas ainda, praticamente vendo Atlanta jogar durante todo o primeiro quarto e parte do segundo.

Aos poucos, San Francisco foi se recuperando e colocando a cabeça no lugar. Conseguiu a virada faltando poucos minutos, mas o Atlanta conseguiu avançar ameaçadoramente até sua red zone. Entretanto faltou um first down e depois de 4 tentativas frustradas na linha de 15 jardas, a bola voltou para o time visitante.

No fim, o Atlanta ainda teve uma posse de bola no meio campo para tentar um Hail Mary. Mas Ryan foi incapaz do lançamento mostrando que ainda falta muito para ser um dos grandes. Na semana passada, na mesma situacão, Russell Wilson ainda conseguiu lançar a bola na end zona do mesmo Atlanta. Infelizmente para o Seatte a bola acabou nas mãos de um defensor do Atlanta, mas o papel do QB é jogar a bola lá! Se fosse fácil para receber, não seria uma bola de desespero.

Mesmo com mais um chilique de seu treinador, o 49ers chegou lá. Mais um superbowl. O Atlanta ficou com a excelente campanha e a vitória, para muitos injusta, na partida anterior contra o aguerrido Seahawks.

Agora é aguardar o que sai da segunda final seguida entre Baltimore e New England.

Dois jogaços

Agora já passou a oportunidade, mas os playoffs da NFL apresentaram dois jogos inesquecíveis no último final de semana.

No primeiro deles, o Ravens surpreendeu o Broncos com 10 graus abaixo de zero em Denver. Jogo completamente aberto com TD para todos os lados. Faltando 30 segundos o Ravens estava um TD atrás e na sua linha de 30 jardas. Um lançamento sensacional de Flacco de 70 jardas e tudo empatado. Na segunda prorrogação um aguerrido Ravens conseguiu o único FG de todo o jogo para garantir sua segunda final seguida, contra o mesmo Patriots na AFC. O Denver tinha time para levar o superbowl mas foi realmente surpreendio no sábado.

No domingo, outro jogão. Estava praticamente decidido quando o Atlanta fez 27 x 7 no final do terceiro quarto. Russel Wilson mais uma vez desequilibrou e o Seattle fez 3 TD para virar a partida faltando 30 segundos! O problema foram justamente estes 30 segundos. Algumas bobeiras na marcação so Seattle foi suficiente para deixar o Atlanta em posição de fazer o FG. Pete Carrel ainda tentou a tática equivocada de pedir tempo na hora do chute, o que deu ao Atlanta um treinamento extra, o que foi fundamental para o acerto na segunta tentativa. Ficou o gosto de que a equipe poderia ter chegado na final, mas que precisa ser mais equilibrada durante toda a partida e não somente na parte final.

O Atlanta faz a final com o 49’rs que fazia um jogo difícil contra o Packers até que seu QB correu e lançou como nunca para conseguir a tranquila vitória.

A sorte está lançada para este final de semana, quando saberemos os dois times que disputarão o superbowl em Nova Orleáns.

Primeira vez, a gente nunca esquece!

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Um dos itens da minha lista de coisas para fazer aqui na América era ir em um jogo da NFL, a liga de futebol americano. O problema é que a temporada regular dura de setembro a dezembro; ou seja, se deixasse passar o final do ano, teria que esperar 9 meses para poder ir em um jogo.

Não dava, né? Ingressos para Saints e Panthers na mão, proa apontada para New Orleans e saímos eu, meu pai e meu filho para o Mercedes Benz Superdome para a última partida da temporada. Infelizmente os dois times estavam já eliminados, mas para nós tudo era festa.

Depois de 240 milhas atravessando o Mississippi e os pântanos da Louisiana, em um impressionante elevado de mais de 40 milhas, chegamos no engarrafamento para chegar no estádio. Essa parte foi bem parecida com o Brasil, inclusive com os motoristas que furam a fila de carros na maior cara de pau. Algum sufoco para estacionar (35 dólares em um edifício garagem ao lado do Superdome) e entramos com uns 40 minutos de atraso. Tudo bem, um jogo dura mais de 3 horas!

A primeira impressão é que temos muito que avançar para poder fazer, com rotina, um evento esportivo dessa categoria. Sempre fui um frequentador do Maracanã, mas a distância de organização é abissal. Tudo pensado nos mínimos detalhes, desde a parte de publicidade, sistema de som, lugares marcados, lojas, banheiros, etc. Alguns anos de estudo na área me mostram que a grande questão é de gestão e fica patente o que uma administração profissional é capaz de fazer. Enquanto estivermos sujeitos aos amadores que comandam nosso futebol teremos eventos de terceira categoria.

O que dizer de um campeonato em que dois times se enfrentam já eliminados e o estádio está quase lotado, com 80 mil lugares? Quando lembro que Fluminense e Vasco, então segundos e terceiros lugares na tabela arrastaram pouco mais de 10 mil para o engenhão…

Visão com campo excelente, bons lugares, assistimos o jogo com todo conforto. O Superdome é um estádio novo, construído depois do Katrina, completamente climatizado. Tudo limpo, conservado.

Quando chegamos o Saints perdia de 10 x 0. Vimos 3 td do saints, que virou para 24 x 13, mas depois sua defesa mostrou porque terminou como a pior. Do campeonato? Não, da história da NFL! Só assim para o melhor ataque do campeonato ficar fora dos playoffs. Final de jogo: 44 x 38 para o Panthers.

Bem, o resultado foi o que menos importou. O negócio era ver aquele clima de um jogo de futebol americano, curtir a experiência de ir ao estádio ver a partida, coisa que no Brasil não sabemos o que é. Nossa cultura é de ir para uma guerra onde o que importa é a vitória do time; se perder, a sensação é de que não valeu a pena.

Chega a ser paradoxal que no país onde tudo que importa é a vitória, a experiência de ir ao jogo seja tão independente do resultado.

Algum congestionamento para sair do estádio, mais 240 milhas de volta, com um pit stop no mac donalds, e chegamos em casa. Tudo no mesmo dia, saímos as sete e meia da manhã e retornamos as oito e meia da noite.

Agora é esperar os tais 9 meses para ir ver o Saints novamente.

Enquanto isso, mais um item para riscar: ir a um jogo da NBA!

Emocionante vitória dos pele vermelhas

Simplesmente emocionante o final do jogão ontem entre Ravens e Redskins em Washington. O time da casa perdia por 28 x 20 quando faltando 2 minutos Griffin III, ou RG III, se contundiu. Em um momomento de extrema pressão, foi substituído por uma jogada por Kirk Cousins, outro novato na liga.


Ele conseguiu o first down e RG III retornou para a partida. Mancando e com dor, ele ainda conseguiu dois excelentes passes para first downs até que um snap errado o levou a fazer um lançamento forçado para se livrar da bola. Além de 10 jardas de penalização, ainda ficou sem condições de prosseguir na partida. Faltavam 45 segundos.

Cousins volta para a partida com a seguinte condição:

– Segunda para 10 jardas;
– necessidade de um TD;
– necessidade de realizar a conversão de 2 pontos para empatar a partida e levar para a prorrogação.

Primeiro lançamento: 15 jardas. Nada mal.

Agora restava uma terceira para 5 jardas. O time do Redskins é bom de corrida, talvez o mais prudente seria entregar para o RB.

Nada disso. Cousins lançou um TD de 11 jardas para Pierre Garçon. 28 x 26.

Ainda restava a conversão de 2 pontos. O próprio Cousins correu com a bola para conseguir o feito; a partida estava empatada.

Com 30 segundos de posse de bola, o Ravens preferiu ajoelhar do que arriscar avançar por lançamentos para as laterais.

Ainda ganhou o cara ou coroa e começou com a posse de bola, mas foi parado pela defesa do Redskins. No retorno do punt, a jogada que praticamente liquidou com o jogo. Alfred Morris avançou quase o campo inteiro para deixar o time em condições de field gol.

Foi só questão de melhorar um pouco a posição avançando algumas jardas e o trabalho estava entregue para o kicker que converteu um chute de 34 jardas.

Grande vitória do Redskins que continua na perseguição do Giants, juntamente com o Dallas, na divisão mais embolada da NFL. Com o detalhe de uma tabela teoricamente mais fácil pela frente.

Faltando 3 rodadas, tudo pode acontecer.

– Posted using BlogPress from my iPad

Rufam os tambores: Redskins x Giants

Vai começar um jogão de futebol americano: Redskins x Giants

Do lado do atual campeão, o New York Giants, Eli Manning e sua turma. Campanha irregular, como também foi ano passado, mas não se pode esquecer que é time de chegada. Lidera a conferência com 7 vitórias, mas seguido pelo Dallas com 6 e o próprio Washington com 5.

Do lado do Redskins, que há muito tempo não aparece bem na nfl, um novato que vem dando o que falar: Robert Griffin III, ou simplesmente, RG III. Junto com Andrew Luck dos Colts e Russell WIlson do Seahawks, forma a trinca de QB que estão estreiando na liga como gente grande, candidatos a fazerem história.

Imperdível.