A absurda manifestação de ontem em São Paulo

Não se deixem enganar pela bagunça de ontem em São Paulo. A natureza do protesto não é o aumento da tarifa de ônibus, que não chega nem perto de repor a inflação do período. Quem está por trás do protesto é o tal movimento passe livre, que pretende acabar com a tarifa do transporte público, como se isso fosse possível!

Não existe almoço grátis. O fato dos líderes do movimento de ontem não pagaram seu próprio almoço por serem subsidiados por suas próprias famílias não deveria se suficiente para cegá-los tanto, mas a ideologia consegue cegar completamente o idiota para a realidade. Transporte urbano tem custos e alguém terá que pagar por eles.

Quando se fala em passe livre, existe uma grande falácia envolvida, a de que o estado pagaria pelo transporte de seus cidadãos. O problema é que o estado não gera riquezas, apenas rouba da sociedade. No caso do Brasil, principalmente dos mais pobres são roubados em cada despesa que fazem. Não tenho paciência com essa gente! No fundo o que os anima é um anti-capitalismo bocó que nem Marx assinaria. 

No mundo criado na mente deles, ninguém paga pela passagem. Na realidade, ao invés de pagar sua passagem diretamente à empresa de transporte, o cidadão-escravo usaria o estado como intermediário, com toda a eficiência como é conhecido! O lucro continuaria existindo, mas agora o estado faria ainda mais parte do acerto. Genial, não?

Não estou do lado das empresas de transporte, pelo menos não das que estão aí. Uma coisa aprendi no Brasil, nada que vem de licitação presta. Até porque em algum momento o nosso glorioso judiciário entendeu que quando a lei fala em preço mais vantajoso para a administração deve-se entender menor preço. Qualquer imbecil sabe que tipo de serviço terá pelo menor preço. 

Milhões de paulistanos precisando trabalhar, chegar em casa e cuidar de seus problemas reais e um bando de almofadinhas descolados da realidade atrapalhando suas vidas. De outro lado, Policiais Militares, que deveriam estar combatendo a violência na cidade são deslocados para cuidar da turba. E tem gente que acha que a PM usa de brutalidade! Vejam a foto abaixo de um PM que quase foi linchado por parte dos “manifestantes”. 

Policial ferido 4

Esse é o Brasil que o PT ajuda a construir desde que era oposição. Enquanto existir no país partidos comunistas esse tipo de situação vai continuar existindo. A média de renda dos policiais certamente é bem menor do que destes vagabundos.

Se fazem isso por 20 centavos no preço do ônibus, imaginem quando reajustarem em 20 centavos o preço da maconha!

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O bicho pegou!

A coisa está feia aqui na terra do tio Sam.

A revelação que o leão estava fazendo um pente fino nos grupos de oposição ao governo, especialmente o pessoal do Tea Party, colocou o governo Obama muito mal na foto. Até a imprensa liberal se revoltou.

Para piorar descobriu-se que o governo também andava grampeando jornalistas. Está tão feia que o porta voz do presidente teve que vir a público para dizer que Obama é a favor da liberdade de expressão e contra abusos por parte do estado. Imaginem o que significa um presidente ter que dizer o óbvio para se defender?

A impressão é que trata-se apenas da casquinha do que pode ser um amplo esquema governamental de espionagem e utilização da máquina pública para perseguição de adversários.

Parece que a crise está apenas começando e desta vez a claque obamista realmente se assustou.

Estatudo do desarmamento: mais um engodo da esquerda

Em dezembro de 2003, o monarca Lula I assinava o Estatuto do Desarmamento. Contrariando o plebiscito sobre venda de armas, tão devastador que a esquerda brasileira nunca mais tentou consulta semelhante, a idéia principal era desarmar a população. Sua majestade disse no ato da assinatura que era um presente de  natal para a população brasileira.

Só se for um presente de grego.

Quase 10 anos depois, a promessa que o estatuto retiraria armas das mãos dos bandidos não se confirmou. Como sempre, só a população ordeira e que cumpre as leis entregou sua arma que sabe-se lá para onde foi parar. Dizem que foram todas destruídas, mas quem acredita seriamente em um governo petista além dos ideólogos de sempre?

50 mil assassinatos por ano e uma desenvoltura cada vez maior dos bandidos. Esse é o resultado da ação do governo qu,e nunca é bom esquecer, tem ligações bem íntimas com as FARC, sócia no Foro de São Paulo, a entidade que não existe mas que governa quase toda a América Latina. Imaginem se existisse!

A imagem da semana passada, em que um “menor” de 16 anos assaltou um ônibus na Avenida Brasil, às 18 horas!, e estuprou um mulher na frente de apavorados passageiros mostra bem a conquista da esquerda brasileira. O bandido fez o que fez porque sabia que era o único a portar uma arma naquele veículo. Sabia mais ainda, que mesmo se houvesse alguém armado nada poderia fazer pois o cidadão que usar uma arma para sua defesa ou de outra pessoa estará enrascado com o estado por muito tempo.

Eu também sou a favor do desarmamento, como sempre digo. Mas tenho uma ordem para isso: primeiro os bandidos, depois o resto. A esquerda inventou um método realmente fabuloso, justamente o inverso! O estado desarma os seus cidadãos, contando para eles a mentira que os bandidos também o farão.

A verdade é filha do tempo, já dizia São Tomás. Mas como demora a se impor!

Justiça não é vestal!

Não vou me dar o trabalho de comentar a ridícula PEC que submete as decisões do Supremo sobre constituicionalidade ao Congresso Nacional. É apenas mais um dos absurdos de nossa chamada democracia, por falta ainda de um termo melhor. Não há sentido em se discutir o óbvio, que no caso é a proposta em si. O verdadeiro problema é o grau de degradação institucional para se chegar a um ponto destes.

A justiça não é vestal, e muito menos o STF.

Nos últimos anos vimos procuradores que agem mais como militantes de uma causa do que no comprimento de seu dever. Muitos, inclusive, não tem vergonha de dizer que seu dever é promover a justiça social, o que evidencia que andaram lendo Marx demais e Aristóteles de menos. Não raro processos terminam sem condenação por falhas processuais e vazamentos de informações que o viciam, principalmente quando envolvem figuras políticas.  

Não que a Polícia Federal esteja acima de qualquer suspeita como evidencia, entre outros exemplos, o de Protógenes Queiroz, principal responsável por livrar a cara de Daniel Dantas e cia quando transformou uma investigação literalmente em circo para a mídia, rendendo-lhe o mandato de deputado.

O STF também fez suas lambanças. Seguindo a tendência das democracias modernas, passou a legislar sobre temas de interesse da pauta progressista mas que não tem ressonância popular. Passou a usar a interpretação da constituição como forma de mudar seu sentido e fica uma questão que não há resposta possível, se o supremo vigia a constituição, quem vigia o supremo? Infelizmente ninguém pode fazer este papel, o que evidencia algumas das fragilidades de um sistema democrático.

Aliás, acho curioso que os ministros gritem contra a PEC que submete sua decisão ao Congresso mas tenham decidido que o ex-presidente era livre para seguir ou não a decisão de extradição do criminoso Cesare Battisti. Na época nos enganaram ao decidir que o estrume deveria ser extraditado para depois acrescentar nas letras miúdas “desde que o governo assim deseje”. Abriram um precedente perigoso para o executivo, o que mostra que nosso conselho de sábios não é tão sábio assim.

A questão se torna ainda pior pela forma como os ministros são indicados no Brasil. Uma escolha pessoal do presidente da república em que o Senado tem papel figurativo. Não raro os senadores transformam as sabatinas em puxação de saco explícita, preocupados em ficar no lado direito do futuro ministro. Resultado, o presidente coloca quem ele quiser na cadeira do STF, como evidenciou a bizarra escolha de Dias Tófolli. 

Neste quadro, não raro a escolha passa por um processo parecido pelo descrito por Goethe em Fausto. O candidato à vaga vende sua alma para conseguir a indicação. Para nossa sorte, muitas vezes eles não entregam o que prometeram, deixando o mefístoles de plantão com a broxa na mão. Quem disse que a mentira e a traição não podem ser justificadas? Qualquer um que tenha dado mais atenção a Tomás de Aquino do que a Kant1 sabe do que estou falando.

Nenhum país consegue passar por 10 anos sem tamanho grupo de charlatões no poder sem abrir imensas fissuras em suas estrutura política. E vai piorar pois ainda haverá o reinado de Dona Dilma II, com todas as suas consequências. 

A PEC é ridícula sob todos os sentidos, mas a justiça faria um grande favor à nação se se restringisse aos seus deveres, que já são imensos, ao invés de correr atrás dos holofotes da mídia. E isso inclui, infelizmente, o próprio supremo.


1: Tomás de Aquino afirmava que as leis são gerais e que as circunstâncias em que eram cumpridas ou violadas eram concretas e particulares. A sabedoria consistia em avaliar esta situação real e aplicar a lei corretamente para cada caso. A lei diz, por exemplo, que é proibido matar. Só que no caso de legítima defesa as circunstâncias, sempre particulares e concretas, o permitem sob determinadas condições. Querer aplicar a lei geral em todas as situações é mais que um absurdo, é ignorância e fundamentalismo da pior espécie. Infelizmente Kant estudou Aquino de menos e saiu com o absurdo do imperativo categórico, o que lhe rendeu a histórica e definitiva contestação de Kierkergaard. Para Kant, a mentira é sempre uma violação da lei e portanto um candidato ao supremo que jurasse ao Mefístoles fidelidade quando estivesse no STF estaria obrigado a cumpri-la.

Questões sobre o atentado de Boston

Alguns questionamento que me faço sobre o atentado de Boston e seus desdobramentos.

  1. Se o que move o terrorista é conseguir chamar atenção e a mídia promove todo aquele espetáculo que vimos na semana passada, não está um alimentando o outro? A certeza do destaque na mídia não seria uma das causas de um atentado? Se assim for, como quebrar este círculo vicioso?
  2. Qual a diferença do atentado da semana passada e o que aconteceu no aeroporto de Guararapes em 1966 que matou 2 pessoas e feriu 14? Só para registrar, o mentor intelectual do atentado, o ex-padre Alípio de Freitas recebeu uma indenização de mais de um milhão de reais, pago por nós súditos. Em que planeta colocar uma bomba em um aeroporto não é um ato terrorista?
  3. Quem sustentou os dois irmãos este tempo todo nos Estados Unidos? Por que?
  4. Qual o sentido de manter a população toda trancada dentro de casa quando se executa uma busca? Não seria a população o maior aliado da polícia em um momento destes?
  5. Por que a CNN continua a se referir ao irmão capturado como “suspeito de Boston”? Suspeito? Como assim?
Paraíba, vítima do atentado do Guararapes
Paraíba, vítima do atentado do Guararapes

Uma primeira questão sobre o ato terrorista em Boston

Noto um certo constrangimento em usar certos termos na cobertura do ato criminoso em Boston. Só agora começaram a usar a palavra “terror”, embora evitem o uso de “terrorismo”. Por que isso acontece?

A mídia, como a maior parte dos formadores de opinião dos dias de hoje, possuem raciocínio do tipo ideológico. Uma das distorções desta forma de pensar, que é uma destruição da própria inteligência, é a distinção da natureza dos atos em função do agente. 

Não se enganem pelo sofrimento das vítimas. O ideólogo precisa primeiro saber quem executou o ato para depois condená-lo, ou justificá-lo. Tudo depende se foi um de “nós” ou um “deles”. O fim justifica os meios. Um agricultor foi morto a facadas por um grupo de índios depois de amarrado. Silêncio na mídia brasileira. Se fosse o contrário haveriam atores se beijando para exigir justiça.

Eu não preciso saber quem praticou ato para dizer que é injustificável. Seja quem for que cometeu. A diferença de quem tem compromisso à verdade é não ter compromisso com o erro, ou com o horror.

Atos como este só mostram a indignidade humana de intelectuais e jornalistas que justificam o terrorismo para os casos de busca de “justiça social”, esta ficção que matou mais na humanidade que todas as calamidades juntas, desde o início dos tempos!

Mais um capítulo triste da história da intolerância. E querem saber? Quem justifica o terrorismo é cúmplice moral destes covardes. Se não for coisa pior.

Que vergonha Maduro!

Em condições normais, para os padrões socialistas, Maduro teria sido eleito com folga e sem contestação. Ele não só dispõe de acesso irrestrito ao aparato midiático estatal, o sonho da esquerda em todo lugar no mundo, como comando o tribunal eleitoral. A presidanta do orgão que supostamente garante a lisura do pleito não tem a menor vergonha de se deixar fotografar vestida de chavista e declarar seu amor pelo tirano que está dando um passeio com Caronte para seu novo lar. Se é que lá já não chegou!

Pois é, mas a vitória foi apertadíssima. É preciso ser muito idiotizado para acreditar que as eleições venezuelanas não foram uma verdadeira fraude. O que ficou claro é que o chavismo é um movimento popular, mas não tanto quanto se imagina. Esses tontos costumam achar que os cubanos apoiam em massa aquele outro facínora, que também tem o nome em um livrinho do barqueiro.

É interessante que mesmo a União Soviética, com todo seu aparato de repressão, ainda precisasse mentir para o povo para manter o poder. O que indica que o poder nunca é absoluto. O mesmo acontece na Venezuela. Para manter a ditadura construída pelos chavistas foi preciso se apoderar dos meios democráticos e construir uma gigantesca rede de desinformação e propaganda. Ou seja, apenas com mentira da braba é possível manter uma situação destas.

E a verdade, como alertava Tomás de Aquino, é filha do tempo.